
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 6 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.










Rui Madeira e Mário Castro concluíram o Rally de Lisboa na 10.ª posição da classificação geral, resultado que permitiu somar mais uma chegada ao final de uma prova do Campeonato de Portugal de Ralis, mas que ficou longe dos objetivos traçados pela dupla. Um problema técnico persistente no Hyundai i20 Rally2 condicionou o desempenho ao longo de grande parte da competição e afastou o antigo campeão do mundo de Grupo N da luta pelos lugares cimeiros.
O Rally de Lisboa deixou sentimentos contraditórios para Rui Madeira e Mário Castro. Apesar de terem assegurado um lugar entre os dez primeiros classificados da geral, a dupla da CRN Competition terminou a prova com a sensação de que poderia ter alcançado um resultado significativamente melhor não fosse um problema mecânico que surgiu ainda numa fase inicial do rali.
Ao volante do Hyundai i20 Rally2, Rui Madeira entrou na terceira ronda do Campeonato de Portugal de Ralis com o objetivo assumido de lutar por uma posição entre os seis primeiros classificados.
No entanto, logo após a terceira especial começaram a surgir dificuldades relacionadas com a válvula pop-off do motor, afetando o rendimento do carro e comprometendo a competitividade da equipa.
“Foi um resultado abaixo do esperado, pois as nossas ambições eram alcançar um lugar entre os seis primeiros da geral”,
afirmou Rui Madeira no final da prova, sem esconder a desilusão por não conseguir traduzir em resultado o potencial demonstrado durante o fim de semana.

Na assistência realizada no final da primeira etapa, a equipa técnica procurou resolver a situação através da substituição da válvula, acreditando ter identificado a origem do problema. Contudo, a intervenção não produziu o efeito esperado e as dificuldades mantiveram-se ao longo de todo o segundo dia de competição.
“Na assistência mudámos a válvula, pensando que esse seria o principal problema, mas infelizmente a situação persistiu durante todo o segundo dia”,
explicou o piloto português. Segundo Madeira, a origem da falha poderá estar relacionada com o novo mapa de gestão do motor desenvolvido para utilização de gasolina sintética.
Sem possibilidade de eliminar a anomalia durante a prova, a estratégia passou por minimizar perdas e garantir a chegada ao final do rali.
“Impossibilitados de resolver a situação, pois deverá estar relacionada com o novo mapa para a gasolina sintética, restou-nos levar o carro até final do rali”, acrescentou.

Apesar das dificuldades, Rui Madeira fez questão de elogiar o trabalho da CRN Competition e agradecer o empenho de toda a equipa técnica ao longo da competição. O piloto deixou igualmente uma palavra de reconhecimento ao navegador Mário Castro, que voltou a acompanhá-lo nesta participação no CPR.
Terminada a participação no Rally de Lisboa, Rui Madeira prepara agora um desafio diferente, mas igualmente especial. O próximo compromisso será o Rali Spirit, onde regressará aos comandos do emblemático Mitsubishi Lancer Evo III, acompanhado por Paula Madeira, numa participação que promete juntar competitividade, nostalgia e uma forte ligação à história do automobilismo português.
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