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14 de fev.



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8 de fev.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



















Grupo automóvel prepara uma das maiores participações do certame, num contexto de reposicionamento industrial e aposta na diversidade tecnológica.
A Stellantis será um dos protagonistas da 91.ª edição do Salão Automóvel de Paris, que decorre entre 12 e 18 de outubro, ao apresentar um dos maiores espaços expositivos do evento e um portefólio alargado que reflete a atual fase de transformação do grupo. Com oito marcas representadas, mais de 60 veículos e uma área de 5.340 metros quadrados, a presença do conglomerado automóvel assume uma dimensão significativamente superior à registada na última edição, em 2024.
Num evento que deverá atrair mais de 500 mil visitantes, a Stellantis aposta numa forte visibilidade para consolidar a sua posição num setor em rápida evolução. Alfa Romeo, Citroën, DS Automobiles, Fiat, Lancia, Leapmotor, Opel e Peugeot serão as marcas em destaque, num alinhamento que evidencia tanto o peso histórico europeu do grupo como a sua abertura a novas geografias e soluções de mobilidade.
A dimensão da presença — mais do dobro face à última edição — surge numa fase em que os grandes salões automóveis procuram reinventar-se perante a crescente digitalização e a mudança nos hábitos de consumo.
Entre os principais destaques está o regresso da Lancia a segmentos superiores com o novo Gamma, um modelo que assinala a tentativa de reposicionamento da marca italiana no mercado europeu. Já a Leapmotor, parceira chinesa do grupo, utilizará o salão como palco para a estreia europeia do B03, um compacto elétrico que antecipa a ofensiva da marca no continente.
A DS Automobiles aproveitará o certame para apresentar oficialmente o DS Nº7, enquanto outras marcas, como a Peugeot, deverão reforçar a sua aposta em protótipos e modelos de carácter mais experimental, numa tentativa de afirmar identidade num mercado cada vez mais homogéneo.
A diversidade da oferta apresentada pela Stellantis reflete a coexistência de múltiplas abordagens tecnológicas dentro do grupo. Desde soluções de micromobilidade urbana, como o Citroën Ami ou o Fiat Topolino, até modelos eletrificados de maior dimensão e propostas desportivas, o portefólio exposto evidencia a estratégia multi-energia que o grupo tem vindo a adotar.
Esta abordagem, embora permita responder a diferentes mercados e ritmos de transição energética, levanta também desafios ao nível da coerência industrial e da gestão de plataformas.
Mais do que uma simples montra de produto, a participação da Stellantis no Salão de Paris surge como uma operação de comunicação e posicionamento. A escolha de apresentar um elevado número de modelos e marcas no mesmo espaço reflete a necessidade de afirmar relevância num momento em que o setor enfrenta pressão regulatória, transformação tecnológica e crescente concorrência global, sobretudo de novos fabricantes asiáticos.
A forte presença da Stellantis em Paris pode ser lida como um sinal de confiança, mas também como uma resposta à necessidade de reforçar a visibilidade num mercado europeu cada vez mais competitivo. A coexistência de marcas com posicionamentos distintos — algumas em fase de revitalização, outras em expansão — evidencia a complexidade de gerir um portefólio tão alargado.
Num cenário em que os grandes grupos automóveis procuram redefinir o seu papel, o Salão de Paris volta a assumir-se como um palco relevante — não apenas para lançar modelos, mas para medir ambições e testar a capacidade de adaptação à nova realidade da indústria.
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