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Transportes públicos sob pressão: reclamações sobem 14% e rodoviário lidera insatisfação

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    Redação Europa
  • 2 de mar.
  • 3 min de leitura

Transportes públicos sob pressão: reclamações sobem 14% e rodoviário lidera insatisfação

Recordes de passageiros e preços mais acessíveis não travaram o aumento das queixas em 2025. Atrasos, sobrelotação e falhas estruturais expõem limites do sistema de mobilidade em Portugal.


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O setor dos transportes em Portugal fechou 2025 com 7.622 reclamações, uma subida de 14,32% face ao ano anterior, num contexto de forte crescimento da procura e de pressão crescente sobre infraestruturas e operadores. Os dados constam do estudo “O Estado dos Transportes em Portugal – 2025”, desenvolvido pela Consumers Trust Labs com base em registos do Portal da Queixa, que traça um retrato de um sistema mais acessível, mas mais tensionado.


Rodoviário concentra maior volume de queixas

O transporte rodoviário coletivo liderou as reclamações, concentrando 40,63% do total. Entre as entidades mais visadas estão a Rede Expressos (33,61% das queixas no segmento), a CARRIS, a Carris Metropolitana, a FlixBus e a UNIR.


O aumento da procura — com destaque para os 194 milhões de passageiros transportados pela Carris Metropolitana — foi acompanhado por relatos de atrasos frequentes, tempos de espera prolongados e falhas de comunicação, especialmente durante os meses de verão.


Ferrovia bate recordes, mas aumenta descontentamento

A CP - Comboios de Portugal registou 208,2 milhões de passageiros, impulsionada pelo Passe Ferroviário Verde e por um crescimento de 107,1% nos serviços regionais. Ainda assim, o setor ferroviário e metropolitano viu as reclamações crescerem 33,50%, com a CP a concentrar 54,10% das ocorrências, seguida da Fertagus (19,67%).


Os principais motivos apontados foram atrasos (36,81%) e sobrelotação ou condições de higiene (25,54%), refletindo um desfasamento entre políticas de incentivo à procura e capacidade instalada.


Aéreo estável nas queixas, mas com queda na satisfação

No transporte aéreo, as reclamações subiram 2,86%, mas a satisfação dos passageiros recuou 11,75%. As companhias mais reclamadas foram a TAP Air Portugal (28,10%), a Ryanair (22,22%), a easyJet (10,62%) e a SATA Air Açores.


O pico anual de reclamações ocorreu a 4 de agosto, durante a greve da Menzies Aviation, que afetou operações em plena época alta. A anunciada reprivatização da TAP, com interesse manifestado por grupos como Lufthansa, Air France-KLM e IAG, não teve impacto direto na perceção imediata dos passageiros.


TVDE, rent-a-car e transporte marítimo em foco

Nos serviços TVDE e táxis, as reclamações desceram ligeiramente (-1,05%), mas continuam concentradas na Uber (66,60%) e na Bolt (28,60%), sobretudo relacionadas com cobranças indevidas e reembolsos.


O aluguer de automóveis registou uma subida expressiva de 20,74%, totalizando 949 ocorrências. Empresas como Guerin, Europcar e Hertz estiveram entre as mais visadas, com quase 67% das queixas relacionadas com cauções e taxas consideradas pouco transparentes.


Já o transporte marítimo duplicou o número de reclamações (+112,50%), com especial incidência na Transtejo, afetando sobretudo pendulares da Margem Sul.


Sinais de melhoria na resposta

Apesar do aumento global das reclamações, o estudo identifica melhorias nos indicadores de resposta das entidades. A satisfação média subiu 13,68%, passando de 3,01 para 3,42 pontos, enquanto o tempo médio de resposta melhorou 19,67%. A recuperação emocional pós-intervenção cresceu 23,17%.


Lisboa (34,22%), Porto (18,97%) e Setúbal (12%) concentram a maioria das queixas, sobretudo entre utilizadores com idades entre os 25 e os 54 anos.


Para Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, o país conseguiu “reduzir o custo de acesso à mobilidade”, mas enfrenta fragilidades estruturais na qualidade do serviço. O desafio para 2026, sublinha, será transformar a reação às falhas em planeamento estratégico, garantindo que a mobilidade deixe de ser foco de frustração e se afirme como motor de coesão e sustentabilidade.


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