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14 de fev.



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8 de fev.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



















A transição energética no setor automóvel empresarial está a ganhar velocidade em Portugal. Um estudo recente revela que 40% das frotas de passageiros das empresas já são eletrificadas, entre veículos 100% elétricos e híbridos plug-in, um valor que triplicou em apenas três anos e que evidencia mudanças profundas nas estratégias de mobilidade corporativa.
De acordo com o Car Policy Benchmark 2025, promovido pela Ayvens, a percentagem de veículos eletrificados nas frotas empresariais de passageiros passou de 13% em 2022 para 40% em 2025, refletindo uma adoção cada vez mais significativa da mobilidade elétrica no contexto corporativo. O estudo analisou cerca de 400 empresas de 11 setores de atividade, que em conjunto representam aproximadamente 12 mil veículos e mais de 425 milhões de quilómetros percorridos por ano.
A evolução também se faz sentir nas frotas de veículos comerciais ligeiros, embora a um ritmo mais moderado: neste segmento, a eletrificação passou de 1% em 2022 para 10% em 2025. Em paralelo, as políticas de gestão de frota tornaram-se mais estruturadas, com 96% das empresas a possuírem hoje políticas formais de frota, demonstrando um grau crescente de profissionalização na gestão da mobilidade empresarial.
Outro dado relevante prende-se com o peso crescente do custo total de utilização (TCO) nas decisões das empresas. Atualmente, 83% das organizações utilizam esta métrica como principal critério de gestão, acima dos 73% registados em 2022. O estudo identifica ainda uma tendência para contratos de renting mais longos, com uma duração média que subiu para 51 meses, enquanto 31% das empresas já optam por contratos iguais ou superiores a cinco anos.
Apesar da evolução positiva, persistem alguns obstáculos à adoção plena da mobilidade elétrica. Entre os condutores inquiridos — mais de 3 mil colaboradores empresariais — as principais preocupações continuam a ser a autonomia dos veículos elétricos (31%), a rede pública de carregamento (26%) e a necessidade de maior planeamento em viagens longas (23%). Ainda assim, metade dos condutores afirma estar disponível para migrar já para veículos totalmente elétricos, o que indica que a eletrificação das frotas poderá continuar a crescer nos próximos anos.
No conjunto, o estudo aponta para uma mudança estrutural na forma como as empresas encaram a mobilidade. A política de frota passa a ser vista não apenas como uma questão operacional, mas como uma ferramenta estratégica que integra eficiência económica, objetivos ambientais e gestão de recursos humanos, num contexto de maior pressão regulatória e tecnológica no setor automóvel.
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