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Mercedes-AMG GT SUV: novo elétrico de 1169 cv acelera dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos e carrega até 710 kW

há 10 minutos
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Mercedes-AMG GT SUV: novo elétrico de 1169 cv acelera dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos e carrega até 710 kW

A Mercedes-AMG prepara a entrada num novo território com o GT SUV, o primeiro SUV de grandes dimensões desenvolvido integralmente pela divisão desportiva alemã. Construído sobre a arquitetura elétrica AMG.EA, o modelo combina três motores de fluxo axial, tecnologia de 800 V e uma potência máxima de 1169 cv. Com duas opções de bateria, até 128 kWh, e carregamento dos 10% aos 80% em apenas 12 minutos, o novo SUV procura aproximar o desempenho de um desportivo das exigências de utilização de um automóvel familiar.


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A Mercedes-AMG apresentou os primeiros detalhes técnicos do novo GT SUV, um modelo que assinala uma mudança na estratégia da divisão de alto desempenho do construtor alemão. Pela primeira vez nos seus 59 anos de história, a AMG desenvolve integralmente um SUV de grandes dimensões, concebido desde o início para utilizar exclusivamente propulsão elétrica.


O GT SUV é o segundo automóvel baseado na plataforma AMG.EA, depois do AMG GT Coupé de quatro portas, e introduz soluções técnicas destinadas a responder a um dos principais desafios dos elétricos de elevado desempenho: manter potências muito elevadas durante períodos prolongados, sem que as limitações térmicas dos motores e da bateria provoquem reduções significativas de rendimento.


A gama anunciada inclui três versões, Mercedes-AMG GT 53 SUV, GT 55 SUV e GT 63 SUV. A variante de entrada estará disponível para encomenda a partir de 20 de outubro, enquanto as versões 55 e 63 têm chegada prevista para a primavera de 2027.


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Três motores de fluxo axial e até 1169 cv de potência

A principal inovação mecânica encontra-se na utilização de motores elétricos de fluxo axial, uma tecnologia que se distingue dos motores convencionais de fluxo radial pela forma como o campo magnético atravessa o conjunto do rotor e do estator.


Nos motores de fluxo axial, o campo magnético desenvolve-se paralelamente ao eixo de rotação, permitindo obter uma elevada densidade de potência e de binário num conjunto potencialmente mais compacto e leve.


Esta arquitetura apresenta vantagens particularmente relevantes em automóveis de elevado desempenho, nos quais a relação entre potência, massa e capacidade de dissipação térmica assume uma importância determinante.


Na versão mais potente do GT SUV, a Mercedes-AMG utiliza três motores de fluxo axial, enquanto outras configurações recorrem a dois motores elétricos síncronos.


O modelo de topo anuncia uma potência máxima de 1169 cv, suficiente para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos e atingir os 200 km/h em apenas 6,8 segundos.


A velocidade máxima anunciada é de 270 km/h, com o Pack AMG Driver's.


São valores que colocam o novo SUV no território prestacional de alguns dos automóveis desportivos mais rápidos, apesar das dimensões e das exigências inerentes a uma carroçaria deste tipo.


Contudo, mais importante do que a potência máxima momentânea poderá ser a capacidade de manter níveis elevados de desempenho durante períodos prolongados.


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Até 530 kW de potência contínua: a diferença entre potência máxima e desempenho sustentado

Um dos dados mais relevantes divulgados pela Mercedes-AMG é a potência contínua de até 530 kW, equivalente a aproximadamente 721 cv.


Ao contrário da potência máxima, que pode estar disponível apenas durante intervalos limitados, a potência contínua representa a capacidade do sistema de propulsão para manter um determinado nível de desempenho em condições térmicas controladas.


Esta distinção é particularmente importante nos automóveis elétricos de elevada potência, uma vez que acelerações repetidas, utilização em circuito ou velocidades elevadas durante períodos prolongados aumentam significativamente a temperatura dos motores, inversores e bateria.


Quando os limites térmicos são atingidos, os sistemas eletrónicos podem reduzir a potência disponível para proteger os componentes.


A Mercedes-AMG procura minimizar estas limitações através da combinação dos motores de fluxo axial com uma bateria desenvolvida especificamente para aplicações de elevado desempenho.


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Bateria de 800 V com arrefecimento direto das células

O GT SUV utiliza uma arquitetura elétrica de 800 V e uma bateria AMG High Performance desenvolvida para suportar descargas de potência elevadas e carregamentos particularmente rápidos.


A tecnologia recorre a células cilíndricas com arrefecimento direto, uma solução que permite controlar a temperatura de forma mais próxima dos elementos responsáveis pelo armazenamento de energia.


Num sistema convencional, a transferência térmica pode depender de placas de arrefecimento posicionadas junto dos módulos. A abordagem anunciada pela AMG procura melhorar a capacidade de dissipação do calor gerado durante acelerações intensas e carregamentos de elevada potência.


A gestão térmica assume aqui uma importância central. Quanto mais elevada for a corrente elétrica solicitada, maiores serão as perdas resistivas e a energia transformada em calor.


Ao controlar a temperatura das células, torna-se possível preservar a capacidade de fornecimento de potência e reduzir o risco de limitações térmicas durante utilizações exigentes.


A Mercedes-AMG associa esta tecnologia à experiência adquirida no desenvolvimento de sistemas de propulsão de competição, incluindo a Fórmula 1, embora as exigências de durabilidade e utilização de um automóvel de estrada sejam substancialmente diferentes.


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Carregamento até 710 kW e recuperação de 450 quilómetros em dez minutos

A arquitetura elétrica do novo GT SUV permite atingir potências de carregamento pouco habituais nos automóveis ligeiros atualmente comercializados.


A Mercedes-AMG anuncia duas opções de bateria, com capacidades de 106 e 128 kWh, associadas a diferentes limites de potência em corrente contínua.

Características

Bateria 106 kWh

Bateria 128 kWh

Capacidade anunciada

106 kWh

128 kWh

Potência máxima DC

600 kW

710 kW

Autonomia WLTP recuperada em 10 minutos

Até 380 km

Até 450 km

Carregamento num posto de 400 kW

14 minutos

16 minutos

Carregamento de 10% a 80%

Não especificado

12 minutos


Suspensão AMG ACTIVE RIDE CONTROL+ controla os movimentos da carroçaria

Outro dos elementos técnicos do GT SUV é a nova suspensão AMG ACTIVE RIDE CONTROL+, desenvolvida para controlar ativamente os movimentos da carroçaria nos eixos longitudinal e transversal.


O sistema procura reduzir não apenas a inclinação lateral em curva, mas também os movimentos de mergulho durante a travagem e de elevação da frente durante a aceleração.

Estas características são particularmente relevantes num SUV de grandes dimensões, cuja altura e massa podem tornar mais pronunciadas as transferências de carga.


A estabilização ativa permite atuar sobre o comportamento da carroçaria sem depender exclusivamente de uma afinação convencional mais rígida das molas e dos amortecedores.


O objetivo é conciliar a contenção dos movimentos em condução desportiva com uma resposta mais confortável perante irregularidades do piso.


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Aerodinâmica ativa adapta-se à velocidade

A Mercedes-AMG desenvolveu também um conjunto de soluções aerodinâmicas destinadas a reduzir a resistência ao avanço e melhorar a estabilidade a velocidades elevadas.


O sistema AEROKINETICS inclui elementos ativos de gestão do fluxo de ar, nomeadamente o Airpanel, que regula a passagem de ar destinada ao arrefecimento dos componentes mecânicos e elétricos.


Quando as necessidades térmicas são reduzidas, o sistema pode limitar a entrada de ar, contribuindo para diminuir a resistência aerodinâmica. Até aos 150 km/h, a estratégia privilegia a eficiência. A partir dessa velocidade, o spoiler traseiro ativo passa a desempenhar um papel mais relevante na gestão das forças aerodinâmicas, procurando melhorar a estabilidade e a aderência.


A própria configuração da carroçaria segue esta lógica. O GT SUV apresenta uma silhueta mais baixa do que a de muitos SUV tradicionais, com uma área frontal concebida para limitar as perdas aerodinâmicas.


A bateria de perfil reduzido permite igualmente manter um centro de gravidade baixo, preservando espaço para os ocupantes e uma distância ao solo compatível com a utilização quotidiana.


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AMG RACE ENGINEER permite configurar a resposta dinâmica

A personalização do comportamento do veículo constitui outra área de desenvolvimento.

Através do sistema AMG RACE ENGINEER, o condutor pode utilizar três comandos rotativos para ajustar parâmetros relacionados com a resposta do sistema de propulsão, o comportamento em curva e a patinagem das rodas.


Esta abordagem procura oferecer um controlo mais direto sobre as características dinâmicas, permitindo adaptar o automóvel a diferentes estilos de condução.


O GT SUV contará ainda com o programa AMGFORCE Sport+, que combina respostas eletrónicas e estímulos sensoriais para reproduzir algumas características tradicionalmente associadas aos modelos AMG com motores de combustão.


O sistema inclui sons sintetizados inspirados nos motores V8 e de seis cilindros da marca, passagens de caixa simuladas, vibrações nos bancos e grafismos específicos no painel de instrumentos. A reprodução sonora e as mudanças virtuais não correspondem à existência de um motor de combustão ou de uma caixa de velocidades convencional. São funções eletrónicas destinadas a criar referências auditivas e táteis durante a condução.


A opção demonstra uma das tendências entre os fabricantes de elétricos desportivos: procurar recuperar parte da interação mecânica que desaparece com a utilização de motores elétricos e transmissões de relação fixa.


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Um SUV elétrico de elevado desempenho com desafios próprios

O novo Mercedes-AMG GT SUV representa uma abordagem técnica diferente da simples adaptação de um SUV convencional a motorizações de elevada potência. A arquitetura AMG.EA, os motores de fluxo axial, o arrefecimento direto das células e a suspensão ativa foram concebidos para responder às exigências de um automóvel que pretende combinar utilização familiar com prestações de um desportivo.


A potência máxima de 1169 cv e a capacidade de carregamento até 710 kW são os números mais expressivos da ficha técnica, mas a verdadeira evolução tecnológica poderá estar na capacidade de manter o desempenho sem reduções acentuadas de potência e na gestão da temperatura da bateria.


Com a abertura das encomendas da versão GT 53 SUV prevista para 20 de outubro e a chegada das variantes GT 55 e GT 63 na primavera de 2027, a Mercedes-AMG prepara-se para entrar num segmento em que a aceleração deixou de ser o único indicador relevante de desempenho.



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