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Peugeot lidera vendas de automóveis em Portugal, mas Tesla, MG e BYD ganham terreno em 2026

há 2 minutos
7 min de leitura


A Peugeot mantém a liderança do mercado português de automóveis ligeiros de passageiros, com 17.976 matrículas entre janeiro e outubro de 2026, apesar de uma quebra de 5,1%. A Mercedes-Benz e a Dacia completam o pódio, enquanto Tesla, MG e BYD registam crescimentos expressivos. No sentido contrário, Renault, Nissan, Ford e Mitsubishi perdem volume num mercado que cresceu 9,5%. Em outubro, a classificação mensal foi diferente, com a Dacia a ultrapassar a Mercedes-Benz e a BMW.


O mercado português de automóveis ligeiros de passageiros registou 205.507 matrículas nos primeiros dez meses de 2026, mais 17.806 unidades do que no mesmo período de 2025. Contudo, o crescimento global não foi acompanhado por todas as marcas.


Os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) mostram diferenças significativas na evolução comercial dos fabricantes. Enquanto algumas marcas consolidaram posições, outras perderam milhares de matrículas e quota de mercado.


A Peugeot conserva o primeiro lugar, mas apresenta uma redução de volume superior a 900 unidades. A Mercedes-Benz mantém-se na segunda posição, com crescimento moderado, enquanto a Dacia ocupa o terceiro lugar, apesar de também ter recuado.


Entre os principais movimentos positivos destacam-se Tesla, MG e BYD. A Tesla acrescentou 3.720 matrículas ao resultado de 2025, enquanto a MG cresceu 63,1% e a BYD avançou 32,2%.


No sentido oposto, a Renault apresenta a maior redução absoluta entre as principais marcas, com menos 2.021 automóveis matriculados.


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Peugeot mantém liderança, mas perde quase mil matrículas

A Peugeot terminou outubro com 17.976 automóveis ligeiros de passageiros matriculados desde o início do ano, mantendo a primeira posição do mercado português.


O resultado representa, contudo, uma quebra de 5,1% face às 18.950 unidades registadas no período homólogo de 2025.


A quota de mercado passou de 10,10% para 8,75%, uma redução de 1,35 pontos percentuais.


A Mercedes-Benz surge na segunda posição, com 15.441 matrículas e um crescimento de 3,3%. Apesar do aumento em volume, a sua quota recuou de 7,96% para 7,51%, uma vez que a evolução da marca ficou abaixo do crescimento global do mercado.


A Dacia ocupa o terceiro lugar, com 13.573 unidades, menos 6,7% do que no ano anterior. A sua quota passou de 7,75% para 6,60%.


A BMW, quarta classificada, registou 12.947 matrículas, mais 6,2%, enquanto a Volkswagen completa os cinco primeiros lugares com 11.911 unidades e um crescimento de 9,1%.


As 15 marcas com mais matrículas em Portugal — janeiro a outubro de 2026

Posição

Marca

Matrículas

Variação homóloga

Quota 2026

1.º

Peugeot

17.976

-5,1%

8,75%

2.º

Mercedes-Benz

15.441

+3,3%

7,51%

3.º

Dacia

13.573

-6,7%

6,60%

4.º

BMW

12.947

+6,2%

6,30%

5.º

Volkswagen

11.911

+9,1%

5,80%

6.º

Renault

11.541

-14,9%

5,62%

7.º

Toyota

10.850

+12,9%

5,28%

8.º

Citroën

9.995

+18,8%

4,86%

9.º

Tesla

9.673

+62,5%

4,71%

10.º

Kia

7.082

+3,5%

3,45%

11.º

Opel

6.769

+8,9%

3,29%

12.º

BYD

6.351

+32,2%

3,09%

13.º

SEAT

5.977

+2,9%

2,91%

14.º

Volvo

5.606

+11,2%

2,73%

15.º

Nissan

5.502

-18,4%

2,68%


A diferença entre a primeira e a segunda classificada é de 2.535 unidades. Apesar da redução registada, a Peugeot mantém uma vantagem relevante na classificação acumulada.

Já entre o terceiro e o sexto lugares existe maior proximidade, com menos de 2.100 matrículas a separar a Dacia da Renault.


Tesla é a marca que mais cresce em volume entre as principais fabricantes

A Tesla apresenta um dos resultados mais expressivos do mercado português em 2026.

Entre janeiro e outubro, a fabricante passou de 5.953 para 9.673 matrículas, um crescimento de 62,5%.

Em termos absolutos, são mais 3.720 automóveis do que no período homólogo, o maior aumento entre as marcas com volumes comerciais relevantes.

A quota de mercado passou de 3,17% para 4,71%, um ganho de aproximadamente 1,54 pontos percentuais.


A evolução permitiu à Tesla alcançar a nona posição da classificação acumulada, aproximando-se das dez mil matrículas.

A MG apresenta igualmente um crescimento significativo, passando de 3.372 para 5.499 unidades, uma subida de 63,1%.

A BYD, por sua vez, registou 6.351 matrículas, mais 1.546 do que no período homólogo, correspondentes a um crescimento de 32,2%.


Os resultados mostram que a expansão comercial destas fabricantes está a decorrer a um ritmo superior ao crescimento global do mercado português.


Maiores crescimentos: novas marcas avançam, mas há diferenças importantes de escala

Entre as marcas que já registavam matrículas em 2025, algumas apresentam taxas de crescimento particularmente elevadas.


A Leapmotor passou de 207 para 1.909 matrículas, um crescimento de 822,2%. A XPeng avançou de 739 para 1.925 unidades, mais 160,5%.


A Omoda & Jaecoo registou taxas percentuais ainda superiores, mas partiu do momento de inicio de sua operação em Portugal, apenas com 4 matrículas no período homólogo.



Marcas com maiores aumentos absolutos — janeiro a outubro

Marca

2025

2026

Aumento

Variação

Tesla

5.953

9.673

+3.720

+62,5%

MG

3.372

5.499

+2.127

+63,1%

Omoda

2

1.942

+1.940

Base inicial residual

Leapmotor

207

1.909

+1.702

+822,2%

BYD

4.805

6.351

+1.546

+32,2%

Citroën

8.410

9.995

+1.585

+18,8%

Jaecoo

2

1.429

+1.427

Base inicial residual

CUPRA

2.094

3.343

+1.249

+59,6%

Toyota

9.607

10.850

+1.243

+12,9%

XPeng

739

1.925

+1.186

+160,5%


A Citroën destaca-se entre as fabricantes com maior presença histórica no mercado português, com mais 1.585 matrículas e um crescimento de 18,8%.

A Toyota também apresenta uma evolução positiva, com mais 1.243 unidades, alcançando 10.850 matrículas.

A CUPRA passou de 2.094 para 3.343 automóveis, aumentando 59,6%.

Estes resultados demonstram que o crescimento não está limitado às marcas mais recentes, embora a intensidade das variações seja bastante diferente.


Renault, Mitsubishi, Ford e Nissan entre as maiores perdas

A evolução negativa de algumas fabricantes contrasta com o crescimento global de 9,5%.

A Renault apresenta a maior redução absoluta entre as marcas com volumes significativos, passando de 13.562 para 11.541 matrículas.


A quebra de 14,9% corresponde a menos 2.021 automóveis, com a quota de mercado a recuar de 7,23% para 5,62%.

A Mitsubishi regista a maior descida percentual entre as marcas com mais de mil matrículas acumuladas em 2026: passou de 2.601 para 1.234 unidades, menos 52,6%.


A Ford também apresenta uma redução expressiva, de 4.814 para 3.747 matrículas, equivalente a uma queda de 22,2%.


A Nissan recuou de 6.739 para 5.502 unidades, menos 18,4%.


Maiores perdas absolutas entre as marcas com presença relevante

Marca

Jan.–out. 2025

Jan.–out. 2026

Diferença

Variação

Renault

13.562

11.541

-2.021

-14,9%

Mitsubishi

2.601

1.234

-1.367

-52,6%

Nissan

6.739

5.502

-1.237

-18,4%

Ford

4.814

3.747

-1.067

-22,2%

Dacia

14.550

13.573

-977

-6,7%

Peugeot

18.950

17.976

-974

-5,1%

Alfa Romeo

593

320

-273

-46,0%

DS

675

518

-157

-23,3%

Porsche

1.293

1.166

-127

-9,8%

Hyundai

5.231

5.114

-117

-2,2%


As descidas da Renault, Nissan e Ford assumem particular relevância porque representam perdas de volume num mercado que continua a crescer.

A Peugeot e a Dacia mantêm posições de liderança, mas também registam reduções próximas das mil unidades.


A análise não permite atribuir estas quedas a uma causa específica. A disponibilidade de veículos, os ciclos de renovação de modelos, as políticas comerciais e a evolução da procura podem influenciar as matrículas, mas os dados apresentados pela ACAP não estabelecem essas relações.


Outubro: Dacia lidera o mês, com Mercedes-Benz e BMW muito próximas

A classificação mensal de outubro apresenta diferenças relativamente ao acumulado anual.

A Dacia foi a marca com mais ligeiros de passageiros matriculados durante o mês, com 1.239 unidades, apesar de uma redução homóloga de 6,7%.


A Mercedes-Benz terminou em segundo lugar, com 1.231 matrículas, apenas oito abaixo da Dacia.


A BMW ocupou a terceira posição, com 1.185 unidades.


A Peugeot, líder no acumulado anual, ficou em quarto lugar em outubro, com 997 matrículas, menos 38% do que no mesmo mês de 2025.


A Renault completou os cinco primeiros lugares, com 991 unidades, registando uma quebra de 26,5%.


As 10 marcas com mais matrículas em outubro de 2026

Posição

Marca

Matrículas

Variação face a outubro de 2025

1.º

Dacia

1.239

-6,7%

2.º

Mercedes-Benz

1.231

-10,8%

3.º

BMW

1.185

-2,9%

4.º

Peugeot

997

-38,0%

5.º

Renault

991

-26,5%

6.º

Volkswagen

944

-4,3%

7.º

Toyota

872

+55,4%

8.º

Volvo

640

+10,5%

9.º

Citroën

584

+4,1%

10.º

Kia

578

+12,7%


O resultado da Toyota merece destaque, com um crescimento mensal de 55,4%, passando de 561 para 872 matrículas.

Em contrapartida, a Peugeot perdeu 611 matrículas relativamente a outubro de 2025, enquanto a Renault registou menos 358 unidades.

Estas diferenças demonstram que a liderança acumulada de uma marca não garante o mesmo desempenho em todos os meses.


Outubro evidencia fortes oscilações nas matrículas

Para além das dez marcas com maior volume, outubro apresentou alguns movimentos relevantes.

A Leapmotor passou de 89 para 436 matrículas, enquanto a XPeng cresceu de 92 para 286 unidades.

A Tesla avançou de 144 para 412 matrículas, um crescimento mensal de 186,1%.

A CUPRA também apresentou uma evolução positiva, com 412 unidades, mais 25,2% do que em outubro de 2025.

Entre as marcas em queda, a Opel passou de 506 para 279 matrículas, uma redução de 44,9%.

A Nissan recuou de 470 para 329 unidades, enquanto a Ford passou de 464 para 306.

A Mitsubishi registou 94 matrículas, contra 120 no período homólogo.

Os resultados mostram que as diferenças de desempenho entre fabricantes foram acentuadas em outubro, embora um único mês não seja suficiente para identificar tendências permanentes.


A dois meses do final de 2026, a Peugeot conserva uma vantagem de mais de 2.500 matrículas sobre a Mercedes-Benz. Porém, os maiores movimentos do mercado encontram-se na redistribuição das quotas: algumas marcas estão a crescer várias vezes acima da média nacional, enquanto outras perdem volume num mercado em expansão. O encerramento do ano permitirá perceber até que ponto estas diferenças se consolidam.


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