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Volkswagen ID. Tiguan substitui ID.4 e ID.5 em 2027: até 600 km de autonomia e o regresso dos botões físicos

há 2 horas
9 min de leitura

Volkswagen ID. Tiguan substitui ID.4 e ID.5 em 2027: até 600 km de autonomia e o regresso dos botões físicos

A Volkswagen apresentou o novo ID. Tiguan, um SUV 100% elétrico que chegará ao mercado no início de 2027 para substituir os atuais ID.4 e ID.5. Desenvolvido sobre a plataforma MEB+, terá duas versões de tração traseira, com 190 e 286 cv, baterias de 58 e 77 kWh e uma autonomia anunciada de até 600 quilómetros. Mas a mudança vai além da designação: o fabricante alemão recupera os comandos físicos para funções essenciais, reformula o interior e aposta numa identidade visual mais próxima do Tiguan convencional. O novo modelo será produzido na Alemanha e coexistirá com o SUV de combustão e híbrido, numa estratégia que aproxima as gamas elétrica e tradicional da marca.


A Volkswagen revelou oficialmente o ID. Tiguan, o novo SUV elétrico do segmento médio que assume o lugar dos ID.4 e ID.5 a partir do início de 2027. A apresentação marca uma alteração importante na estratégia de produto da fabricante alemã, que passa a utilizar uma das suas designações comerciais mais reconhecidas para identificar um automóvel exclusivamente elétrico.


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A decisão procura estabelecer uma ligação mais direta entre os modelos de combustão e a família ID., numa altura em que a Volkswagen reorganiza a sua oferta elétrica e prepara uma nova geração de automóveis baseada na evolução da plataforma MEB. O Tiguan é atualmente um dos principais produtos da marca a nível mundial. Ao associar esta designação ao seu novo SUV elétrico, a Volkswagen aproxima duas propostas destinadas ao mesmo universo de clientes, mas com tecnologias de propulsão diferentes.


O ID. Tiguan será fabricado em Emden, na Alemanha, enquanto o Tiguan convencional continuará a ser produzido em Wolfsburg. Os dois modelos coexistirão, permitindo à marca manter uma oferta com motorizações a gasolina, diesel e híbridas, a par de uma alternativa totalmente elétrica. A substituição dos ID.4 e ID.5 representa também o encerramento de uma etapa na evolução da família ID. Segundo a Volkswagen, a produção acumulada dos dois modelos ultrapassou as 950 mil unidades.


Duas motorizações, baterias de 58 e 77 kWh e até 600 km de autonomia

O novo ID. Tiguan utiliza a plataforma MEB+, uma evolução da arquitetura elétrica do Grupo Volkswagen, e será inicialmente disponibilizado com duas configurações de potência, ambas com tração traseira. A versão de entrada apresenta um motor elétrico de 140 kW, equivalentes a 190 cv, associado a uma bateria de 58 kWh. Acima desta encontra-se uma variante com 210 kW, ou 286 cv, equipada com uma bateria de 77 kWh.


A Volkswagen anuncia uma autonomia máxima de 600 quilómetros segundo o ciclo WLTP, dependendo da motorização, da bateria e da configuração de equipamento.

Os valores apresentados são ainda preliminares e poderão sofrer alterações até à homologação definitiva.


Volkswagen ID. Tiguan substitui ID.4 e ID.5 em 2027: até 600 km de autonomia e o regresso dos botões físicos

Características

ID. Tiguan 190 cv

ID. Tiguan 286 cv

Potência

140 kW (190 cv)

210 kW (286 cv)

Tração

Traseira

Traseira

Bateria

58 kWh

77 kWh

Consumo WLTP previsto

14,9–16,7 kWh/100 km

14,7–16,7 kWh/100 km

Autonomia WLTP

Não individualizada

Até 600 km na configuração mais favorável

Capacidade máxima de reboque

1.800 kg

2.000 kg

A autonomia anunciada coloca a versão de maior capacidade de bateria numa faixa que poderá permitir viagens de média e longa distância com uma frequência de carregamento relativamente reduzida, embora o resultado real dependa de fatores como velocidade, temperatura, carga transportada e utilização dos sistemas de climatização.


Os consumos previstos também merecem atenção. A Volkswagen aponta para valores mínimos de 14,9 kWh/100 km na versão de 190 cv e 14,7 kWh/100 km na variante de 286 cv.

Esta diferença não significa necessariamente que a versão mais potente seja sempre mais eficiente. Os valores resultam de configurações específicas de homologação e podem variar com as jantes, pneus e restantes equipamentos.


O fabricante ainda não divulgou as potências máximas de carregamento em corrente contínua, os tempos de carregamento de 10% a 80%, os valores de aceleração ou a velocidade máxima. Estas informações serão importantes para avaliar a evolução técnica face aos ID.4 e ID.5, sobretudo porque a rapidez de carregamento continua a ser um dos fatores determinantes na utilização de automóveis elétricos em viagens longas.


Volkswagen ID. Tiguan substitui ID.4 e ID.5 em 2027: até 600 km de autonomia e o regresso dos botões físicos

Capacidade de reboque até duas toneladas e uma nova bagageira dianteira

A versatilidade constitui uma das áreas em que a Volkswagen pretende diferenciar o ID. Tiguan. O novo SUV terá uma capacidade máxima de reboque de 1.800 kg na versão com bateria de 58 kWh e de 2.000 kg na configuração de 77 kWh, valores relevantes para quem necessita de transportar atrelados, equipamentos de lazer ou determinadas caravanas.


A capacidade efetiva dependerá da homologação e da configuração escolhida.


Outra novidade é a introdução de um compartimento de arrumação dianteiro, habitualmente denominado frunk, com 32 litros de capacidade. Este espaço adicional poderá ser particularmente útil para guardar cabos de carregamento e pequenos objetos, evitando ocupar a bagageira principal. Na traseira, o ID. Tiguan oferece um volume de bagageira de até 534 litros, mantendo um habitáculo concebido para cinco ocupantes.


O modelo será comercializado com quatro níveis de equipamento: Trend, Life, Style e R-Line.

Design mais próximo do Tiguan convencional e regresso aos puxadores tradicionais

A alteração da designação comercial é acompanhada por uma transformação da linguagem estética. O ID. Tiguan abandona parte das formas arredondadas que caracterizavam os ID.4 e ID.5, adotando superfícies mais definidas e proporções visuais que procuram aproximá-lo de um SUV tradicional.


A Volkswagen denomina esta orientação de desenho Pure Positive, uma linguagem que privilegia linhas mais precisas e uma carroçaria de aparência robusta. A mudança poderá contribuir para reduzir a distância visual entre o Tiguan convencional e a nova alternativa elétrica, reforçando a identificação do modelo dentro da gama.


Volkswagen ID. Tiguan substitui ID.4 e ID.5 em 2027: até 600 km de autonomia e o regresso dos botões físicos

Um pormenor particularmente significativo é o regresso dos puxadores exteriores tradicionais, acionados por tração. A decisão contrasta com a utilização crescente de puxadores embutidos e sistemas eletrónicos de abertura em diversos automóveis recentes.

Para além da familiaridade de utilização, os puxadores convencionais representam uma solução mecânica mais direta, embora a avaliação da sua segurança e fiabilidade dependa sempre da execução técnica.


No interior, a Volkswagen anuncia uma evolução dos materiais e acabamentos, procurando aproximar a qualidade percebida daquela que é habitualmente associada a modelos de segmentos superiores. Contudo, essa melhoria terá de ser confirmada através de uma avaliação presencial, particularmente no que respeita à montagem, à resistência dos materiais e à ergonomia.


A Volkswagen reconhece a importância dos botões físicos

Uma das alterações mais relevantes do ID. Tiguan encontra-se no posto de condução.

Depois de vários modelos da família ID. terem apostado numa utilização intensiva de superfícies táteis, a Volkswagen recupera comandos físicos para determinadas funções essenciais.


O sistema de climatização passa a dispor de uma barra de botões na consola central, permitindo controlar diretamente as principais funções sem depender exclusivamente do ecrã de infoentretenimento. O volante multifunções também abandona os comandos táteis, substituindo-os por botões físicos.


Esta mudança responde a uma das críticas mais frequentes dirigidas aos interiores de alguns modelos recentes da Volkswagen: a necessidade de utilizar superfícies sensíveis ao toque para operações que, tradicionalmente, podiam ser realizadas através de comandos facilmente identificáveis.


A utilização de botões físicos permite, em determinadas situações, reduzir a necessidade de desviar o olhar da estrada e facilita a identificação dos comandos através do tato. A marca também redesenhou os puxadores interiores das portas e o painel de controlo dos quatro vidros elétricos, procurando simplificar a utilização.


Na consola central encontra-se ainda um comando dedicado ao volume do sistema de áudio e à seleção de estações de rádio ou faixas musicais. A evolução sugere uma reavaliação da estratégia de digitalização dos habitáculos: os ecrãs continuam a desempenhar um papel central, mas deixam de concentrar todas as funções.


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Três ecrãs e uma estreia para o passageiro dianteiro

Apesar do regresso dos comandos físicos, o ID. Tiguan apresenta um posto de condução fortemente digitalizado. O painel de instrumentos passa a utilizar um ecrã de 10 polegadas, enquanto o sistema central de infoentretenimento apresenta uma diagonal de 15 polegadas.


A grande novidade é a possibilidade de instalar um terceiro ecrã, com 12 polegadas, destinado exclusivamente ao passageiro dianteiro. Segundo a Volkswagen, trata-se da primeira aplicação desta solução num modelo europeu da marca. O sistema permite ao passageiro consultar conteúdos de entretenimento, informação e jogos durante a viagem.


Para evitar distrações, o ecrã utiliza uma tecnologia semelhante aos filtros de privacidade aplicados em determinados computadores portáteis, limitando a visibilidade dos conteúdos a partir da posição do condutor.


O áudio poderá ser reproduzido através de auscultadores Bluetooth emparelhados.

A integração de três ecrãs representa uma mudança importante na arquitetura do habitáculo, mas também coloca questões relacionadas com a facilidade de utilização, a gestão das distrações e a necessidade efetiva de tantas superfícies digitais.

A eficácia do sistema de privacidade e a ergonomia dos comandos deverão ser avaliadas em condições reais.


Na zona dianteira da consola central, o ID. Tiguan poderá ainda incluir duas bases de carregamento sem fios compatíveis com a norma Qi2, utilizando anéis magnéticos para posicionar corretamente os smartphones compatíveis.


Volkswagen ID. Tiguan substitui ID.4 e ID.5 em 2027: até 600 km de autonomia e o regresso dos botões físicos

Volkswagen ID. Tiguan substitui ID.4 e ID.5 em 2027: até 600 km de autonomia e o regresso dos botões físicos

Instrumentação inspirada no Golf IV e seis modelos históricos

A Volkswagen introduziu também uma funcionalidade que recupera elementos visuais da sua história. O novo modo de visualização Retro permite transformar a instrumentação digital numa interpretação dos mostradores do Golf IV, com as tradicionais cores azul e vermelho. O condutor passa a visualizar um velocímetro de desenho clássico e um segundo mostrador inspirado num conta-rotações.


Como o ID. Tiguan é elétrico, este último apresenta um indicador de potência e do fluxo de energia, em vez das rotações de um motor de combustão. A personalização estende-se ao ecrã central, onde é possível escolher referências gráficas inspiradas em seis modelos históricos: Golf I, Golf II Country, Golf IV, Tiguan I, Race Touareg e Beetle.


A funcionalidade não altera o desempenho ou o funcionamento do veículo, mas demonstra a intenção de aproximar a experiência digital da identidade histórica da marca.

É também uma forma de estabelecer uma ligação entre os automóveis elétricos e modelos que marcaram diferentes gerações de condutores.



Condução com um pedal e assistência capaz de reconhecer semáforos

Na área da condução, o ID. Tiguan introduz de série a função one-pedal driving, que permite utilizar a regeneração de energia para produzir uma desaceleração significativa quando o condutor alivia o pedal do acelerador. Esta solução pode reduzir a necessidade de recorrer frequentemente ao pedal do travão, sobretudo em ambiente urbano, embora não elimine a necessidade de utilizar o sistema de travagem convencional.


Entre os equipamentos disponíveis encontra-se também uma nova evolução do Connected Travel Assist. O sistema poderá realizar mudanças de faixa assistidas em autoestrada e reconhecer semáforos vermelhos, permitindo imobilizar automaticamente o veículo dentro das condições previstas para o seu funcionamento.


Estas funcionalidades pertencem ao domínio da assistência à condução e não representam condução autónoma. O condutor continua responsável pelo controlo do automóvel e pela supervisão dos sistemas.

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Bancos com massagem, chave digital e alimentação de equipamentos externos

A Volkswagen prevê disponibilizar equipamentos de conforto habitualmente encontrados em modelos de segmentos superiores. Entre os opcionais encontram-se bancos dianteiros com regulação elétrica, memória, ventilação e função de massagem, bem como um sistema de som Harman Kardon com 480 watts de potência. O ID. Tiguan poderá ainda receber um tejadilho panorâmico.


Outra funcionalidade anunciada é a chave digital, que permite destrancar, trancar e ligar o veículo através de um smartphone compatível. A autorização de acesso poderá ser partilhada com familiares ou outros utilizadores através da aplicação Volkswagen.


Na vertente da utilização energética, o modelo poderá incluir a tecnologia Vehicle-to-Load, conhecida pela sigla V2L. Através de um adaptador denominado PowerSocket, ligado à tomada de carregamento, será possível alimentar equipamentos elétricos externos, como bicicletas elétricas ou pequenos aparelhos utilizados em atividades de lazer. Esta funcionalidade aumenta a versatilidade do automóvel, permitindo utilizar parte da energia armazenada na bateria de tração para outras finalidades.


Produção na Alemanha e pré-vendas a partir de 13 de outubro

O ID. Tiguan será produzido na fábrica de Emden, na Alemanha, enquanto o Tiguan convencional continuará a sair da unidade de Wolfsburg. Esta estratégia permite à Volkswagen manter duas propostas distintas no segmento dos SUV médios, utilizando uma designação comum para reforçar o reconhecimento comercial.


A fase de pré-venda terá início na Alemanha a 13 de outubro de 2026, estando o lançamento comercial previsto para o início de 2027. Os preços ainda não foram divulgados no comunicado disponibilizado para o mercado português.


Também não estão confirmadas as datas de chegada a Portugal, as versões que serão comercializadas inicialmente ou as especificações de equipamento aplicáveis ao nosso mercado.


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