
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 5 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de fev.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



















A Airbus encerrou 2025 com receitas de 73,4 mil milhões de euros, 793 aeronaves comerciais entregues e um EBIT ajustado de 7,1 mil milhões, superando o desempenho do ano anterior e avançando agora para 2026 com a meta de atingir cerca de 870 entregas.
A Airbus apresentou os resultados consolidados relativos a 2025, confirmando um ano de forte procura em todas as áreas de negócio e melhoria dos principais indicadores financeiros. As receitas cresceram 6% face a 2024, atingindo 73,4 mil milhões de euros, impulsionadas pelo aumento das entregas e pelo desempenho das divisões de Helicópteros e Defesa e Espaço.
Ao longo do exercício, o construtor europeu entregou 793 aeronaves comerciais, acima das 766 registadas no ano anterior. A carteira de encomendas líquidas ascendeu a 889 aviões, elevando o backlog para um nível recorde de 8.754 aeronaves no final do ano. No total, a carteira consolidada do grupo situou-se em 619 mil milhões de euros.
O EBIT ajustado — indicador que exclui efeitos extraordinários — totalizou 7,1 mil milhões de euros, face a 5,3 mil milhões em 2024. Já o EBIT reportado foi de 6,1 mil milhões. O lucro líquido consolidado atingiu 5,2 mil milhões de euros, com um resultado por ação de 6,61 euros. O fluxo de caixa livre antes do financiamento a clientes fixou-se em 4,6 mil milhões de euros, mantendo-se robusto.
No segmento comercial, as receitas cresceram 4% para 52,6 mil milhões de euros. Contudo, o aumento da cadência produtiva continua condicionado por constrangimentos na cadeia de fornecimento, nomeadamente pela escassez de motores Pratt & Whitney, que afeta o programa A320. A empresa ajustou a trajetória de crescimento e prevê atingir uma cadência mensal entre 70 e 75 unidades da família A320 até ao final de 2027. No programa A220, o objetivo passa por alcançar 13 aeronaves por mês em 2028.
A divisão de Helicópteros registou receitas de 9,0 mil milhões de euros (+13%) e 392 entregas, enquanto Defesa e Espaço cresceu 11% para 13,4 mil milhões de euros, beneficiando do aumento das encomendas, que atingiram um recorde de 17,7 mil milhões de euros.
Para 2026, a Airbus projeta cerca de 870 entregas de aeronaves comerciais, um EBIT ajustado de aproximadamente 7,5 mil milhões de euros e um fluxo de caixa livre antes de financiamento a clientes na ordem dos 4,5 mil milhões. A orientação assume estabilidade nas condições macroeconómicas e comerciais globais.
O Conselho de Administração irá propor à assembleia geral o pagamento de um dividendo de 3,20 euros por ação relativo a 2025, refletindo a confiança da empresa na evolução futura do desempenho financeiro.
Num contexto marcado por tensões na cadeia de abastecimento e incertezas geopolíticas, a Airbus encerra 2025 com indicadores financeiros reforçados e uma carteira de encomendas que sustenta a expansão gradual da produção nos próximos anos.
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