
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
1 de out.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
15 de set.













Parlamento inscreve no OE 2026 reativação do troço e abre caminho para obras, sinalização e reabilitação da ferrovia — emblemática ligação volta a ganhar força 37 anos após encerramento.
A reabertura da secção da Linha do Douro entre Pocinho e Barca d’Alva foi oficialmente aprovada esta semana, com a sua inclusão no Orçamento do Estado para 2026. A proposta, apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE), impõe ao Governo (que votou contra) o lançamento dos procedimentos necessários para obras de reabilitação, instalação de sinalização eletrónica e reabertura da via — num passo que muitos consideravam essencial para o interior e a coesão territorial, além da importância como rota turística.
O troço entre Pocinho e Barca d’Alva, com cerca de 28 km, havia sido desativado em 1988, no contexto de desinvestimento nas vias férreas e expansão das estradas. Desde então, autarquias, municípios, associações locais e especialistas defendem o seu retorno, apontando para o potencial turístico e económico da região, bem como para a revitalização das populações do interior.
Em 2022, um estudo conjunto da Infraestruturas de Portugal (IP) e da CCDR-Norte concluiu que a reabilitação era viável técnica e ambientalmente — relatório que serviu como base para as decisões políticas recentes.
Na proposta aprovada, o Estado compromete-se com a realização de «todos os procedimentos, obras e instalação dos sistemas de sinalização e infraestrutura necessária» para permitir o regresso da circulação ferroviária.
Procedimentos e obras: A relança da linha implica reabilitação da via, túneis, pontes, estações e sinalização eletrónica — intervenções essenciais, após décadas de abandono.
Sinalização e segurança: A instalação de sistemas modernos deverá garantir condições seguras para circulação de passageiros e mercadorias.
Prazo de implementação: Com a inclusão no OE 2026, o arranque dos procedimentos depende da programação orçamental e da calendarização dos concursos públicos — mas a aprovação marca um ponto de viragem.
Impacto regional: A reativação poderá potenciar turismo, facilitar mobilidade e reforçar a coesão territorial no interior do país — aspetos que têm sido frequentemente invocados por autarcas e populações locais.
Desde o encerramento do troço em 1988 que diversos governos, entidades regionais e associações de cidadãos reclamavam a reabertura da via. Em 2009 foi assinado um protocolo de intenções; em 2021 a Assembleia da República aprovou moções a favor da reativação; em 2022 o estudo técnico demonstrou viabilidade; e agora, em 2025, a reabertura foi inscrita formalmente no documento orçamental.
Apesar da expectativa, têm existido vozes críticas que questionam a sustentabilidade do projeto, frequentemente apontando como fundamental para parar a despovoação do interior e necessário para garantir investimento a longo prazo.
Retoma da ligação férrea à Barca d’Alva — para passageiros, mercadorias e turismo.
Nova vida para o interior e promoção turística — reforço de acessibilidades, com potencial impacto em municípios do alto Douro e interior transmontano.
Sinal claro de prioridade política e orçamental — a inclusão no OE 2026 demonstra empenho imediato do Estado, mas dependerá agora da execução.
Possibilidade de reconectar a rede ferroviária lusoespanhola — embora a reabertura até Espanha ainda dependa de negociações bilaterais.
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