
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
14 de fev.



















A BMW apresentou uma nova geração de depósitos de hidrogénio para o iX5 Hydrogen, introduzindo um conceito inovador que melhora a autonomia, otimiza o espaço a bordo e reforça a viabilidade desta tecnologia no futuro da mobilidade.
O Grupo BMW deu um passo significativo na evolução da mobilidade a hidrogénio ao revelar um novo sistema de armazenamento para o BMW iX5 Hydrogen. A principal novidade reside na tecnologia “Hydrogen Flat Storage”, um conceito que abandona a lógica tradicional de depósitos cilíndricos isolados e aposta numa estrutura composta por sete reservatórios interligados. Esta arquitetura permite não só uma melhor integração no veículo, como também um aproveitamento mais eficiente do espaço, sem comprometer o habitáculo ou a versatilidade do modelo.
Graças a esta solução, o iX5 Hydrogen passa a oferecer uma autonomia estimada até 750 quilómetros, reforçando um dos principais argumentos da tecnologia de célula de combustível: a combinação entre elevada autonomia e tempos de abastecimento reduzidos. O sistema, capaz de armazenar cerca de sete quilogramas de hidrogénio a uma pressão de 700 bar, permite um reabastecimento completo em menos de cinco minutos. A segurança também foi reforçada, com os depósitos integrados numa estrutura protegida pela própria arquitetura do veículo.
Do ponto de vista técnico, o sistema de hidrogénio combina-se com uma pilha de combustível de nova geração (Gen3) e uma bateria de alta tensão, garantindo uma experiência de condução alinhada com os padrões da marca. A BMW destaca ainda a utilização de novos sistemas de controlo, como o “Heart of Joy” e o Dynamic Performance Control, que contribuem para uma resposta mais precisa e dinâmica do conjunto. Trata-se de uma abordagem que procura manter o caráter desportivo e refinado típico da marca, mesmo num contexto de eletrificação alternativa.

Outro dos pilares desta evolução está na flexibilidade industrial. A plataforma do novo X5 foi concebida para acomodar até cinco tipos distintos de motorização — desde motores de combustão interna até elétricos a bateria, híbridos plug-in e sistemas a hidrogénio — permitindo à BMW produzir diferentes variantes na mesma linha de montagem. Esta estratégia reduz custos, aumenta a eficiência produtiva e prepara o caminho para uma possível produção em maior escala do iX5 Hydrogen a partir de 2028.
Com este avanço, a BMW reforça a sua estratégia de “neutralidade tecnológica”, apostando em múltiplas soluções para responder aos desafios da descarbonização. O hidrogénio surge assim como uma alternativa complementar aos veículos elétricos a bateria, especialmente em cenários onde a autonomia elevada e o rápido reabastecimento são fatores críticos.
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