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Editorial: O grande mito dos incêndios em carros elétricos e a verdade que os dados mostram

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    Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
  • há 10 horas
  • 3 min de leitura

Editorial: O grande mito dos incêndios em carros elétricos e a verdade que os dados mostram

Em pleno debate sobre mobilidade sustentável, persiste uma narrativa infundada: a de que carros elétricos ardem mais do que carros a combustão interna. Mas quando olhamos para estudos e estatísticas de nações com elevada penetração de veículos elétricos — como a Suécia e a Noruega — essa alegação não resiste à análise. Dados reais mostram que os veículos elétricos têm, de facto, risco de incêndio muito menor do que os tradicionais carros com motor a gasolina ou diesel. Este editorial desmonta radicalmente o mito e desafia o senso comum alarmista.


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Ao longo dos últimos anos, com a crescente adoção de veículos elétricos em países desenvolvidos, surgiram várias análises comparativas sobre a frequência de incêndios entre diferentes tecnologias automóveis. Os números, provenientes de fontes oficiais e análises independentes, desmentem veementemente a ideia de que os carros elétricos são mais propensos a pegar fogo.


Estatísticas da Swedish Civil Contingencies Agency revelam que, já em 2022, o número de incêndios envolvendo carros elétricos foi extraordinariamente baixo: apenas 3,8 incêndios por cada 100 000 veículos desse tipo em circulação, comparativamente com 68 incêndios por cada 100 000 veículos a combustão interna. Isto significa que, nesse mercado electrificado, os carros a gasolina e diesel eram cerca de 20 vezes mais propensos a arder do que os veículos elétricos.


Em Noruega, um dos países com maior proporção de veículos elétricos do mundo, a tendência é semelhante. Estudos oficiais indicam que veículos com motor de combustão interna pegam fogo quase seis vezes mais frequentemente do que carros elétricos, mesmo numa frota onde estes últimos representam uma fatia significativa do parque automóvel.


Estes padrões também emergem em dados compilados por entidades internacionais: análises baseadas em relatórios de sinistros nos Estados Unidos indicam que, comparativamente com os carros a gasolina, há muito menos incêndios por cada 100 000 veículos elétricos vendidos.


A explicação técnica não é particularmente obscura. Carros a combustão operam com milhões de pequenas explosões por minuto dentro dos cilindros; um único escape de líquido combustível quente ou um problema no sistema de combustível pode iniciar um incêndio. Já os carros elétricos exigem uma falha significativa no sistema de baterias para que um incêndio se desenvolva — um evento raro e normalmente mitigado por cada vez mais sofisticados sistemas de gestão térmica e eletrónica.


Há, naturalmente, nuances que merecem ser discutidas com rigor: incêndios em baterias, quando acontecem, podem ser mais complexos de extinguir devido à reactivação térmica das células e exigem técnicas específicas de resposta por parte dos bombeiros.  Contudo, isso não altera os factos estatísticos: a frequência de incêndios em veículos elétricos é comprovadamente muito mais baixa do que nos veículos a combustão.


Se preservarmos apenas as narrativas sensacionalistas — aquelas que saltam nas redes sociais sempre que um carro elétrico arde — estamos a ignorar a evidência. Estamos a alimentar um medo que não se sustenta perante a realidade dos dados. E o impacto dessa desinformação é tangível: potenciais compradores hesitam, políticas públicas são desaceleradas e o debate público perde qualidade.


Chegou a hora de dizer claramente: o mito de que carros elétricos “pegam fogo mais que os de combustão” é apenas isso — um mito. 


Um editorial sério não se baseia em um caso isolado ou num vídeo viral; baseia-se em dados sólidos, em análises comparativas e em rigorosas estatísticas. Quem procura sensacionalismo ignora a verdade; quem aposta em jornalismo responsável reconhece que a mobilidade elétrica, em termos de risco de incêndio, é não apenas comparável, mas frequentemente mais segura, do que os modelos tradicionais.


E esse facto merece ser debatido com honestidade, não gerando medo e desinformação.


Artur Semedo - Editor PUBLIRACING


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