
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















Após uma época marcada por pódios e três triunfos absolutos no W2RC, o protótipo da Dacia entra no Rally Dakar 2026 com evoluções técnicas focadas na fiabilidade, no arrefecimento e na redução de peso, alinhando quatro unidades com alguns dos nomes mais fortes do panorama do Rally Raid mundial.
O Dacia Sandrider apresenta-se para o Rally Dakar 2026 como um projeto amadurecido pela competição. O conceito minimalista, que eliminou tudo o que não contribui diretamente para o desempenho, deu origem a um protótipo que passou, em pouco mais de um ano, de aposta disruptiva a referência na categoria Ultimate T1+. A nova evolução não altera a filosofia de base, mas reforça os pontos onde a experiência em prova mostrou ser possível ganhar margem competitiva.
Inspirado no Concept Manifesto apresentado em 2022, o Sandrider mantém a carroçaria compacta, com rodas posicionadas nos extremos e uma silhueta pensada para maximizar a eficiência aerodinâmica e o equilíbrio de massas. Para 2026, o conjunto foi alvo de um trabalho específico de redução de peso e de melhoria do sistema de refrigeração, através de novas entradas de ar destinadas a garantir um controlo térmico mais eficaz nas condições extremas do deserto.
Os resultados alcançados ao longo das últimas duas temporadas ajudam a contextualizar a confiança da equipa. A vitória absoluta de Nasser Al-Attiyah no Rali de Marrocos de 2024 marcou o primeiro grande sucesso do projeto, ao qual se seguiu um quarto lugar final no Dakar 2025 e a primeira vitória de etapa. Em 2025, o Sandrider voltou a destacar-se no Abu Dhabi Desert Challenge e acumulou pódios em provas como a Baja Aragón, o Rally Safari da África do Sul e o Rali de Portugal, culminando com nova vitória em Marrocos, desta vez pelas mãos de Sébastien Loeb.


Desenvolvido em parceria com a Prodrive, o Sandrider é um protótipo T1+ com chassis tubular e carroçaria em fibra de carbono. Mede 4,1 metros de comprimento e 3 metros de distância entre eixos, dimensões que privilegiam a estabilidade a alta velocidade sem comprometer a agilidade em troços técnicos. Entre as alterações para 2026 está o reforço de componentes estruturais da suspensão, nomeadamente nos trapézios superiores, para melhor resistirem ao impacto acumulado de saltos e pisos degradados.
O motor V6 biturbo de 3.0 litros, montado em posição central-dianteira, debita 360 cv e 539 Nm de binário e utiliza combustível sintético de origem sustentável. A solução, baseada na combinação de hidrogénio renovável com CO₂ capturado, tem sido um dos pilares da abordagem “Eco-Smart” da Dacia no Rally Raid, demonstrando que desempenho e redução de impacto ambiental podem coexistir em contexto de competição.


No interior, a funcionalidade continua a ser a palavra de ordem. O habitáculo foi desenhado em torno das necessidades reais de piloto e navegador, com um painel modular e acesso direto a ferramentas. Entre as inovações destaca-se o sistema de absorção de impactos desenvolvido com a Sabelt, integrado nos bancos e capaz de reduzir forças superiores a 10 g, além de soluções como tecidos antibacterianos, materiais que regulam a humidade e um pigmento antirradição infravermelha aplicado nos painéis de carbono.
Para a partida do Dakar 2026, a Dacia alinhará quatro unidades Sandrider. Aos pares já conhecidos — Nasser Al-Attiyah/Fabian Lurquin, Sébastien Loeb/Édouard Boulanger e Cristina Gutiérrez/Pablo Moreno — a eles junta-se a dupla formada por Lucas Moraes e Dennis Zenz. Campeão mundial de Rally Raid em título, Moraes reforça a ambição de um projeto que chega à Arábia Saudita com um objetivo claro: disputar a vitória.

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