
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















A dois dias do arranque da 48.ª edição do Dakar, o bivouac de Yanbu fervilha de expectativas, mas é João Ferreira quem surge como um dos rostos mais promissores entre os favoritos. O jovem piloto português, agora integrado na poderosa armada Toyota Hilux, representa uma nova geração pronta para discutir a classificação geral num dos alinhamentos mais competitivos de sempre.
A verificação técnica e administrativa abriu oficialmente o Dakar 2026 e confirmou aquilo que muitos já antecipavam: o pelotão da categoria Ultimate é, este ano, mais profundo e equilibrado do que nunca. No meio de campeões consagrados e regressos históricos, destaca-se a presença portuguesa de João Ferreira, de 26 anos, que reforçou a estrutura Toyota a meio da temporada e chega a Yanbu com ambições assumidas.
“Antes da prova começar, todos são candidatos. Os pilotos jovens estão cada vez mais rápidos”, afirmou o português, recordando o ritmo demonstrado no Rali de Marrocos, onde esteve ao nível dos principais nomes do pelotão. Ferreira acredita que o salto para a equipa japonesa lhe deu as ferramentas para lutar mais acima na geral, depois de um sólido 8.º lugar no Dakar anterior.
Toyota em força, mas com nova geração ao ataque
Os Toyota Hilux dominaram o primeiro dia de verificações, liderados pelo campeão em título Yazeed Al Rajhi, herói local em 2025, e por Henk Lategan, seu principal opositor no ano passado. Porém, a diferença desta edição está no peso crescente dos jovens pilotos. Além de João Ferreira, Seth Quintero (23 anos) e Saood Variawa (20) já provaram que são capazes de vencer etapas, enquanto o polaco Eryk Goczał, campeão em SSV aos 19 anos, estreia-se agora na classe máxima.
É neste ambiente de renovação que o português se insere: um talento em plena afirmação, que vê no Dakar 2026 uma oportunidade para se afirmar definitivamente entre a elite do todo-o-terreno mundial.


Peterhansel muda de classe, mas não de protagonismo
Entre os grandes regressos está Stéphane Peterhansel, que se prepara para alinhar no seu 36.º Dakar, agora ao volante de um Defender D7X-R na categoria Stock. O francês, recordista absoluto de vitórias, esclarece que esta é uma batalha diferente: “Estaremos longe dos protótipos”. Ainda assim, a presença de “Monsieur Dakar” promete valorizar uma classe que tem sido dominada pelos Toyota Land Cruiser.
Baumel volta após grave acidente e aponta ao top-5
Outra história marcante deste início de ano é o regresso de Mathieu Baumel, navegador de Guillaume de Mévius. Após um violento acidente em janeiro de 2025, muitos duvidaram que regressasse tão cedo, mas o francês está de volta e traça objetivos realistas: “Entrar no top-5 seria uma grande forma de regressar ao jogo”.

Portugueses atentos à revolução tecnológica
O Dakar 2026 é também palco de uma mudança estrutural, com o projeto Dakar Future a ganhar forma. Equipas como a Dacia Sandriders e a Toyota Gazoo Racing já competem com biocombustíveis desenvolvidos em parceria com Aramco e Repsol, enquanto a Inocel fornece energia ao bivouac através de geradores a hidrogénio. Foi ainda anunciado que, em 2027, a X-raid alinhará com um carro movido a hidrogénio.
Num rali que se assume como laboratório da mobilidade do futuro, João Ferreira e os restantes portugueses têm agora a oportunidade de escrever uma nova página da história do Dakar — não apenas em termos de resultados, mas também como protagonistas de uma nova era.
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