
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















Com quatro unidades à partida e um alinhamento de pilotos experientes, a Ford M-Sport entra na contagem decrescente para o Dakar 2026, depois de concluir os derradeiros testes em território saudita, poucos dias antes do prólogo que dá início à 48.ª edição do rali.
O bivouac de Yanbu, nas margens do Mar Vermelho, é o ponto de encontro de uma estrutura que se apresenta reforçada face a 2025. Os Ford Raptor T1+ Evo, que alinharão entre 3 e 17 de janeiro, foram alvo de um pacote de melhorias centrado na redução de peso – cerca de 50 quilos por viatura – e numa aerodinâmica revista, resultado de um ano completo de testes, incluindo o Rallye de Marrocos, que funcionou como ensaio geral.
À frente da armada da marca norte-americana estão duas duplas espanholas: Carlos Sainz e Lucas Cruz, quatro vezes vencedores do Dakar, e Nani Roma com Alex Haro, uma parceria que soma quase três décadas de experiência na prova. Ambos chegaram à Arábia Saudita no passado dia 27 para sessões de aclimatação, coordenação com a equipa e os últimos testes privados antes do shakedown oficial.
Sainz, que prepara a sua 19.ª participação no Dakar, sublinha que esta é uma das edições em que se sente mais confiante: a maturidade do projeto e as evoluções introduzidas nos Raptor apontam, segundo o piloto madrileno, “no bom sentido”, embora recorde que a estratégia terá de ser construída dia a dia, numa corrida onde nada é garantido. Já Nani Roma, que soma 29 presenças, lembra que o Dakar continua a ser uma prova de duas semanas, onde a gestão de risco é tão decisiva como a velocidade pura.
Para além das duplas de referência, a Ford M-Sport conta ainda com Matthias Ekström e Emil Bergkvist, terceiros classificados em 2025, e com Mitch Guthrie Jr e Kellon Walch, que fecharam o top-5 na última edição, assegurando um quarteto capaz de discutir posições cimeiras ao longo de toda a prova.

Um percurso mais compacto, mas de elevada exigência
O Dakar 2026 arranca com um prólogo de 23 quilómetros em Yanbu, no sábado, 3 de janeiro, definindo a ordem de partida para a primeira etapa, que no dia seguinte terá 305 quilómetros cronometrados, também com início e fim na cidade costeira. Seguem-se as ligações a Alula e o primeiro grande teste de resistência: a etapa maratona de quarta-feira, 7 de janeiro, onde as equipas pernoitam sem assistência, obrigadas a gerir autonomamente qualquer problema mecânico.
Após a chegada a Hail e uma longa ligação até Riade, os concorrentes beneficiam de um dia de descanso a 10 de janeiro, antes de enfrentar uma segunda semana marcada por areia profunda, setores de navegação complexos e mais uma etapa maratona, entre Wadi Ad Dawasir e Bisha.
O setor seletivo mais longo da edição, com 481 quilómetros, está agendado para 12 de janeiro, antecedendo a reta final rumo a Yanbu, onde a prova termina a 17 de janeiro, após um total aproximado de 8.000 quilómetros, dos quais cerca de 4.500 ao cronómetro.

👉 “A Revista Publiracing acredita em jornalismo isento, relevante e de qualidade. Se também valoriza informação independente, considere apoiar o nosso trabalho.”
Saiba mais clicando aqui ou vá para o link de apoio abaixo































Comentários