
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















Depois de etapa de recuperação impressionante nos quilómetros cronometrados entre Yanbu e AlUla, a piloto portuguesa foi abalroada por um camião ao quilómetro 300, terminando a especial em 56.º lugar numa jornada que podia ter sido uma das mais fortes da sua carreira no Dakar.
A Etapa 2 do Dakar 2026 ficará marcada como um dia de frustração e, ao mesmo tempo, de enorme resiliência para Maria Luís Gameiro e a navegadora Rosa Romero. A dupla portuguesa-espanhola estava a protagonizar uma recuperação notável ao volante do MINI JCW T1+ da X-Raid, subindo dezenas de posições e rodando já dentro do grupo dos 40 mais rápidos, quando um incidente inesperado travou bruscamente a progressão.
Ao quilómetro 300, um camião — que tinha partido cerca de 40 posições à frente — perdeu-se na navegação e acabou por embater violentamente no MINI magenta. O impacto provocou danos extensos na frente do carro, atingindo também o depósito de óleo dos travões e as duas suspensões do lado esquerdo. Forçada a prosseguir praticamente sem travões e com o capot a necessitar de constantes paragens para ser segurado, Maria Luís conseguiu, ainda assim, chegar ao bivouac com o 56.º tempo da categoria Ultimate, um resultado que não traduz o andamento demonstrado durante grande parte da especial.
No final do dia, a piloto portuguesa não escondeu a desilusão:
“Podia ter sido um dia memorável. Estávamos com um ritmo excelente, ultrapassámos imensos carros e senti claramente que hoje poderíamos conquistar um óptimo resultado. Infelizmente, um camião abalroou-nos. O impacto foi muito violento e ficámos com a frente do nosso MINI totalmente danificada, de tal forma que perdemos os travões. Apesar de tudo, conseguimos chegar ao fim”, explicou.
Apesar do contratempo, a dupla Maria Luís Gameiro / Rosa Romero ocupa agora o 52.º lugar da classificação geral nos Ultimate, após duas etapas disputadas. Internamente, a leitura da equipa é clara: mais do que a posição final do dia, o ritmo apresentado, a capacidade de recuperação e a robustez do MINI JCW T1+ são sinais encorajadores para o que resta da prova.

Esta terça-feira, 6 de Janeiro, o Dakar permanece em AlUla para a Etapa 3, um exigente loop de 422 quilómetros cronometrados, marcado por navegação complexa, múltiplos trilhos em planícies de areia e escassez de referências. Será também a última jornada com assistência mecânica completa antes da primeira etapa maratona, o que torna o dia decisivo para preparar a mecânica e manter a moral elevada rumo à fase mais dura do rali.
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