
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















Depois de uma primeira fase marcada por modelos acessíveis e orientados para volume, os construtores chineses presentes no mercado espanhol, assim como no português e outros, apostam agora em design, tecnologia e qualidade percebida para competir em patamares tradicionalmente associados ao automóvel premium.
A presença das marcas chinesas no mercado automóvel espanhol está a atravessar uma mudança estrutural. Após um período inicial centrado em preço competitivo e rápida penetração comercial, os fabricantes asiáticos começam a reposicionar-se para segmentos de maior valor acrescentado, colocando o foco na elegância, na experiência a bordo e na diferenciação tecnológica. Trata-se de um movimento que reflete não só a maturidade crescente destas marcas, como também a evolução do consumidor, hoje mais recetivo a propostas que privilegiam qualidade percebida e inovação.
Este novo ciclo é protagonizado por nomes como Denza, Zeekr, Voyah, Xpeng e LEPAS, que passam a disputar espaço em faixas de mercado tradicionalmente dominadas por construtores europeus e japoneses de posicionamento premium. O argumento central deixou de ser apenas o preço: entram em cena o design, a sofisticação dos interiores e a tecnologia aplicada ao conforto e à condução.



Depois de consolidarem notoriedade com propostas generalistas, estas marcas investem agora no refinamento do produto, com especial atenção aos interiores. Materiais de maior qualidade, melhor isolamento acústico, ajustes mais rigorosos e uma ergonomia cuidada tornam-se elementos-chave para elevar a perceção de valor. A elegância passa a ser entendida não apenas como estética, mas como um conceito transversal que inclui conforto, silêncio a bordo e experiência global.
A LEPAS surge como um dos exemplos mais claros desta viragem estratégica, ao assumir um posicionamento centrado na sofisticação e no cuidado do design, procurando oferecer uma experiência premium a preços controlados. Já a Denza aposta numa imagem mais clássica e numa vivência de alto nível no habitáculo, enquanto a Zeekr conjuga linguagem de design contemporânea com soluções tecnológicas avançadas.
A Voyah reforça a presença visual e a qualidade dos acabamentos, ao passo que a Xpeng assume uma abordagem mais orientada para a digitalização, conectividade e sistemas inteligentes de assistência à condução, posicionando-se como referência tecnológica dentro deste novo ecossistema de marcas chinesas.

Segundo analistas do setor, esta deslocação progressiva do foco — do preço para o valor percebido — poderá ter impacto estrutural no mercado espanhol, assim como português e outros, nos próximos anos. A entrada de novos modelos bem equipados, com identidade própria e forte componente tecnológica, tende a elevar o nível de exigência em termos de qualidade e inovação, obrigando também os construtores tradicionais a ajustarem estratégias.
A transição evidencia que o automóvel chinês deixou de ser encarado apenas como alternativa económica, passando a disputar a atenção de um público que valoriza experiência, conforto e diferenciação, independentemente da origem da marca. Um sinal claro de que a concorrência no mercado automóvel europeu entra numa nova fase, mais sofisticada e competitiva.
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