
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















Depois de se tornar, em 2025, a primeira mulher portuguesa em 15 anos a concluir o Rally Dakar, Maria Luís Gameiro volta à Arábia Saudita para a 48.ª edição da prova, agora integrada na categoria Ultimate, a mais competitiva e exigente do todo-o-terreno mundial, ao lado da navegadora espanhola Rosa Romero e aos comandos de um MINI JCW T1+ da X-Raid.
A aventura começa este sábado, 3 de janeiro, e prolonga-se até dia 17, num percurso que atravessa o deserto saudita ao longo de 7.994 quilómetros, dos quais 4.880 km são disputados ao cronómetro. A edição de 2026 reúne mais de 800 participantes de 69 nacionalidades, distribuídos por 431 veículos nas categorias Ultimate, Challenger, SSV, camiões e Dakar Classic, mantendo o estatuto de prova mais dura do desporto motorizado.
Depois da estreia em 2025, em que cumpriu o objectivo maior de terminar a prova, Maria Luís Gameiro apresenta-se este ano com ambições reforçadas e uma estrutura profundamente renovada. A piloto portuguesa alinha agora com Rosa Romero, numa dupla totalmente feminina, ao volante de um MINI JCW T1+ cor-de-rosa da X-Raid — protótipo frequentemente descrito como o “Fórmula 1 do todo-o-terreno”.
A mudança para a categoria Ultimate marca uma evolução clara na carreira da portuguesa, que passa a competir diretamente com os melhores pilotos e máquinas do mundo. Apesar de já ter utilizado este protótipo em provas anteriores em 2024, esta será a sua primeira experiência com o MINI JCW T1+ em pleno Dakar, o que acrescenta uma dose extra de exigência técnica e estratégica.
O Dakar 2026 arranca com um prólogo de cerca de 23 quilómetros, mas para Maria Luís Gameiro a palavra-chave é prudência. A prioridade passa por evitar riscos desnecessários, preservar a mecânica e garantir que a equipa consegue atravessar os 15 dias de competição, incluindo duas duras sequências de etapas maratona (4–5 e 9–10), sem assistência externa.
A piloto explica que a preparação incluiu dois shakedowns fundamentais para avaliar o comportamento do carro após o acidente sofrido no Dubai, além de intensos briefings de mecânica para assegurar que nada é deixado ao acaso.

Para Maria Luís Gameiro, este Dakar não é apenas uma prova desportiva, mas também um compromisso simbólico:
“A vontade de começar este Dakar e dar o melhor de mim fala mais alto. Sei que represento Portugal, mas também represento a garra e a tenacidade das mulheres, algo que me deixa orgulhosa, mas com um sentido de compromisso inatacável.”
O objectivo mantém-se claro: chegar ao fim e alcançar o melhor lugar possível, aprendendo quilómetro a quilómetro numa das competições mais duras do planeta.
Com uma preparação rigorosa, uma parceria afinada com Rosa Romero e um protótipo de classe mundial, Maria Luís Gameiro entra no Dakar 2026 determinada a consolidar o seu lugar entre a elite do todo-o-terreno. Mais do que resultados, esta edição representa um novo capítulo numa trajectória marcada por evolução, coragem e resiliência, agora escrita nas dunas implacáveis da Arábia Saudita.
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