
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















Depois de três etapas dominadas pela KTM, a Monster Energy Honda HRC respondeu em AlUla com uma vitória de Tosha Schareina, que voltou a vencer no mesmo cenário onde triunfara em 2024 e entrou diretamente no pódio provisório da geral, a apenas 1 minuto e 13 segundos de Daniel Sanders.
Até aqui, o Dakar 2026 nas motos parecia estar pintado de laranja. Edgar Canet e Daniel Sanders tinham repartido entre si as vitórias nas três primeiras especiais, impondo o ritmo da KTM. Mas a Etapa de AlUla, com 421 quilómetros cronometrados, trouxe uma mudança clara de tendência.
Tosha Schareina assinou a primeira vitória da Monster Energy Honda HRC nesta edição e voltou a mostrar porque foi vice-campeão do Dakar e do W2RC na época passada. O espanhol soube tirar partido de uma etapa exigente, marcada por navegação difícil, e posicionou-se de forma estratégica para a grande etapa maratona que se segue.
O líder da geral, Daniel Sanders, foi obrigado a abrir a pista durante grande parte da especial, tarefa que penaliza sempre quem segue na frente. Mesmo assim, o australiano conseguiu limitar perdas e manteve-se no comando da prova.
A juntar-se a ele no traçado esteve apenas Ricky Brabec, que continua a confirmar o bom momento de forma da Honda. O norte-americano subiu para 2.º da geral, a apenas 1'07’’ de Sanders, deixando claro que a luta pelo topo está agora mais renhida do que nunca.
Do lado da KTM, Edgar Canet teve um dia menos inspirado em comparação com o início fulgurante do rali e caiu para o 4.º lugar da geral, ficando já a 8'46’’ do líder.
A categoria Rally 2 sofreu uma autêntica reviravolta desde a partida em Yanbu. Depois dos problemas elétricos de Neels Theric no prólogo e da queda de Harith Noah, foi agora Tobias Ebster a ver as suas hipóteses ao título praticamente desaparecerem. O austríaco, um dos grandes favoritos após ter sido 9.º absoluto e 2.º em R2 em 2025, sofreu uma queda que lhe provocou uma lesão na mão e deverá abandonar.
Neste novo cenário, a luta pela vitória na classe fica essencialmente entregue a Michael Docherty, vencedor do dia, e ao português Martim Ventura, que ocupa a segunda posição, a 3'32’’ do sul-africano, mantendo intactas as ambições numa categoria que promete continuar a oferecer surpresas.
Foto: ASO Press
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