
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 4 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



















A Nissan registou um lucro operacional positivo no terceiro trimestre fiscal e reviu em alta as suas previsões para o ano financeiro de 2025, mesmo mantendo resultados líquidos negativos. A fabricante japonesa avança com um plano de consolidação de fábricas e redução de custos, numa estratégia que pretende reforçar a sustentabilidade financeira a médio prazo.
A Nissan Motor apresentou os resultados financeiros relativos aos nove meses terminados em dezembro de 2025, destacando um desempenho operacional considerado estável num contexto marcado por pressões comerciais e impacto de tarifas. As vendas globais atingiram 2,26 milhões de unidades, impulsionadas sobretudo pelos mercados dos Estados Unidos e da China, enquanto as receitas consolidadas totalizaram 8,6 biliões de ienes.
Apesar da melhoria gradual ao longo do ano, a empresa registou um prejuízo operacional acumulado de 10,1 mil milhões de ienes e um resultado líquido negativo de 250,2 mil milhões de ienes, penalizado por custos de reestruturação e menor contribuição de empresas participadas. Ainda assim, o terceiro trimestre isolado apresentou um lucro operacional de 17,5 mil milhões de ienes, sinalizando uma recuperação face aos períodos anteriores.
Perante estes indicadores, a marca atualizou as suas projeções para o exercício fiscal de 2025. A Nissan prevê agora vendas globais de cerca de 3,2 milhões de veículos e receitas de 11,9 biliões de ienes. O prejuízo operacional deverá situar-se nos 60 mil milhões de ienes — uma melhoria de 215 mil milhões face à previsão anterior — enquanto o resultado líquido continua estimado em cerca de 650 mil milhões de ienes negativos, influenciado sobretudo por encargos contabilísticos sem impacto direto em caixa.
No âmbito do plano estratégico Re:Nissan, a empresa está a acelerar medidas de eficiência para regressar à rentabilidade operacional automóvel e gerar fluxo de caixa livre até ao final do exercício fiscal de 2026, em março do próximo ano. Entre as ações em curso está a consolidação de sete unidades de produção e a identificação de poupanças potenciais de 240 mil milhões de ienes em custos variáveis. As reduções de custos fixos já ultrapassaram os 160 mil milhões de ienes, aproximando-se da meta de 250 mil milhões.
O presidente e CEO da Nissan, Ivan Espinosa, afirmou que os resultados refletem “progressos constantes” na execução do plano de transformação, sublinhando que as decisões atuais — incluindo encargos significativos — são consideradas necessárias para reforçar o desempenho operacional no longo prazo. A empresa pretende apoiar essa trajetória com o lançamento de novos modelos e com o fortalecimento da sua base financeira.
A fabricante mantém uma posição de liquidez considerada robusta, com cerca de 3,6 biliões de ienes disponíveis, dos quais 2,1 biliões correspondem a caixa e equivalentes, um fator visto como determinante para sustentar o processo de reestruturação num período ainda marcado por volatilidade no setor automóvel global.
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