
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 5 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de fev.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



















O Grupo Renault encerrou 2025 com receita de €57,9 mil milhões e margem operacional de 6,3%, confirmando resiliência em um cenário desafiador. No entanto, ajustes contábeis relacionados à Nissan levaram a um prejuízo líquido de €10,9 mil milhões no exercício.
O Grupo Renault apresentou um desempenho operacional robusto em 2025, cumprindo as metas financeiras revisadas ao longo do ano, mas registrou prejuízo líquido expressivo devido a impactos contábeis ligados à Nissan. A receita total atingiu €57,9 mil milhões, crescimento de 3% em relação a 2024 (4,5% em câmbio constante), impulsionada pelo avanço das marcas Renault, Dacia e Alpine, além da ampliação internacional e da eletrificação da gama.
A margem operacional do grupo ficou em €3,6 mil milhões, equivalente a 6,3% da receita. Na divisão automotiva, a margem foi de 4,2%, pressionada por efeitos cambiais negativos, maior competitividade no mercado europeu e mudança no mix de vendas, com aumento da participação de veículos elétricos. O fluxo de caixa livre da área automotiva alcançou €1,5 mil milhões, enquanto a posição financeira líquida fechou o ano em €7,4 mil milhões, mantendo nível de liquidez considerado elevado.
O resultado líquido, entretanto, foi fortemente impactado por uma perda não monetária de €9,3 mil milhões relacionada à mudança no tratamento contábil do investimento na Nissan, além de €2,3 mil milhões referentes à contribuição negativa da associada japonesa.
Excluindo os efeitos da Nissan, o lucro líquido teria sido positivo em €715 milhões.
No campo comercial, o grupo vendeu 2,33 milhões de veículos em 2025, crescimento de 3,2% em um mercado global que avançou 1,6%. Na Europa, manteve-se entre os principais fabricantes, com a Renault como segunda marca em vendas combinadas de automóveis e comerciais leves e a Dacia consolidando o Sandero como o modelo mais vendido entre particulares. A eletrificação avançou com crescimento de 77,3% nas vendas de elétricos e 35,2% nos híbridos.
Para 2026, a Renault projeta margem operacional em torno de 5,5% e fluxo de caixa livre próximo de €1 mil milhão, em um ambiente descrito como complexo. A estratégia prevê novos lançamentos na Europa — incluindo versões elétricas e híbridas — e expansão internacional, sobretudo na América Latina, Índia e Coreia do Sul.
No médio prazo, o grupo estabelece meta de margem operacional entre 5% e 7% e geração média anual de fluxo de caixa livre automotivo acima de €1,5 mil milhão. A política de capital prevê disciplina nos investimentos, manutenção de balanço sólido e distribuição estável de dividendos, com proposta de €2,20 por ação referente a 2025, sujeita à aprovação em assembleia.
Apesar do impacto contábil relevante, a Renault sustenta que seus fundamentos operacionais permanecem sólidos, com foco em redução de custos, inovação tecnológica e maior eficiência produtiva como pilares para enfrentar um cenário competitivo e de transformação acelerada no setor automotivo.
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