
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



















Veículos elétricos impulsionam registos e já representam 20% das vendas, enquanto marcas chinesas reforçam presença e alteram o equilíbrio competitivo no continente.
O mercado europeu de automóveis novos registou um crescimento moderado de 2,3% em 2025, totalizando 13,2 milhões de unidades matriculadas. Ainda assim, os volumes permanecem 16,5% abaixo dos registados em 2019, evidenciando que a recuperação do setor continua incompleta apesar da trajetória positiva.
Entre os motores desse crescimento estiveram alguns mercados específicos, com destaque para Noruega (+39%), Espanha (+13%), Áustria (+12%) e Polónia (+8%). Em sentido contrário, Bélgica (-7%), França (-5%), Itália (-2%) e Suíça (-2%) registaram quebras.
Ao nível da produção, a Alemanha concentrou mais de um quinto dos registos (21%), seguida por Espanha (12%) e República Checa (8%), enquanto a China subiu ao quinto lugar como origem dos veículos vendidos na Europa, impulsionada por um aumento de 77% nas importações.
A eletrificação voltou a assumir um papel central. Em 2025 foram registados 2,6 milhões de veículos elétricos, com os modelos 100% elétricos (BEV) a crescerem 29% e a atingirem uma quota de 20%.
A Volkswagen ultrapassou a Tesla e tornou-se a marca de elétricos mais vendida no continente, com 274 mil unidades — um aumento de 56% — enquanto o Tesla Model Y manteve o estatuto de elétrico mais vendido, apesar de uma queda de 28% nos volumes.

Os híbridos também ganharam terreno. Os híbridos plug-in alcançaram 1,3 milhões de unidades (+34%), com o BYD Seal UDM-i a liderar entre os modelos PHEV. Já os híbridos convencionais cresceram 10%, mantendo a Toyota na liderança graças à procura por modelos como Yaris Cross, Yaris e Corolla.
Em contraste, os veículos exclusivamente a combustão foram o único grupo a recuar, com uma descida de 20%.
No plano competitivo, os três maiores grupos mantiveram posições — Volkswagen em primeiro, seguido de Stellantis e Renault — mas o ano ficou marcado pela ascensão de novos protagonistas. A SAIC aumentou os volumes em 26% e entrou no top-10, enquanto a Skoda subiu ao terceiro lugar entre marcas, ultrapassando a BMW. Cupra e Alfa Romeo também registaram crescimentos expressivos de 33%.

A influência chinesa tornou-se particularmente visível: marcas sob controlo chinês cresceram 44% e algumas quase triplicaram vendas.
Paralelamente, a estratégia destas fabricantes evoluiu — a quota de elétricos puros caiu de 40% para 35%, ao passo que híbridos e plug-in aumentaram — sinalizando uma adaptação às preferências do consumidor europeu e uma abordagem mais diversificada à transição energética.
Apesar dos sinais de dinamismo, os dados indicam um mercado em transformação, pressionado por novas tecnologias, mudanças regulatórias e maior concorrência global. A evolução da eletrificação e a crescente presença de novos fabricantes deverão continuar a redefinir o panorama automóvel europeu ao longo dos próximos anos.
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