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Parque automóvel europeu continua a envelhecer e os elétricos ainda são residuais no conjunto da frota

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    Redação Europa
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Parque automóvel europeu continua a envelhecer e os elétricos ainda são residuais no conjunto da frota

Apesar de os carros elétricos representarem quase 17% das novas matrículas em 2025, apenas 2,3% dos automóveis em circulação na União Europeia são totalmente elétricos, num contexto em que a idade média da frota continua a subir e já ultrapassa os 12 anos.


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A mais recente edição do relatório “Vehicles on European Roads – January 2026”, publicado pela ACEA, traça um retrato detalhado do parque automóvel europeu e evidencia o fosso entre a velocidade das vendas de veículos novos e a lenta renovação da frota em circulação. Em 2024, havia quase 256 milhões de automóveis ligeiros a circular na União Europeia, um crescimento de 1,4% face ao ano anterior, mas com uma idade média cada vez mais elevada.


Mais veículos, mas cada vez mais antigos

Segundo a entidade que reúne os principais fabricantes de veículos, os automóveis ligeiros na UE têm atualmente uma idade média de 12,7 anos. A Grécia lidera no envelhecimento do parque, com uma média de 17,8 anos, enquanto o Luxemburgo apresenta a frota mais jovem, com 8,2 anos.


Portugal surge entre os países com parque mais envelhecido, com uma idade média de 14,1 anos, acima da média europeia, refletindo dificuldades estruturais na renovação do parque automóvel nacional.


Nos veículos comerciais ligeiros, a situação é semelhante: a idade média na UE é de 12,9 anos, com Itália (15 anos) e Espanha (14,7 anos) entre os piores exemplos. Em Portugal, as carrinhas apresentam uma média de 16,1 anos, uma das mais elevadas do espaço europeu.


Já nos camiões, a idade média atinge os 14 anos, chegando aos 22,9 anos na Grécia, enquanto os autocarros registam uma média europeia de 12,2 anos, com apenas seis países abaixo dos 10 anos.


Elétricos ainda representam uma fração mínima

Apesar do forte crescimento das vendas de veículos elétricos, a sua presença no parque circulante continua residual. Os dados mostram que apenas 2,3% dos automóveis em circulação na UE são 100% elétricos, enquanto os híbridos plug-in representam 1,4%.


Apenas seis países ultrapassam a fasquia dos 4% de quota de elétricos, com a Dinamarca a liderar com 12,1%. Fora da UE, a Noruega destaca-se com mais de 25% da frota já elétrica.


O contraste é ainda mais evidente nos veículos comerciais:

-90,3% das carrinhas continuam a ser a gasóleo e apenas 1,3% são elétricas;

-Nos camiões, o diesel domina com 96,3% da frota, enquanto só 0,3% são elétricos;

-Nos autocarros, a eletrificação avança a um ritmo ligeiramente mais elevado, mas ainda limitado: 3,2% são elétricos e 2,5% híbridos, com destaque para Luxemburgo (23,3%), Países Baixos (21,4%) e Dinamarca (15,7%).


Crescimento contínuo do parque

O relatório contabiliza ainda que, em 2024, existiam na UE:

-31,1 milhões de carrinhas,

-6,2 milhões de camiões,

-699 mil autocarros.


No conjunto, a União Europeia soma 570 automóveis de passageiros e 85 veículos comerciais ou autocarros por cada 1.000 habitantes. Itália lidera a densidade de automóveis, com 701 por 1.000 habitantes, enquanto Chipre apresenta a maior concentração de veículos comerciais. Portugal, por sua vez, contabiliza cerca de 5,97 milhões de automóveis em circulação, mantendo um crescimento consistente ano após ano.


Renovação lenta compromete metas climáticas

A ACEA sublinha que a substituição de veículos antigos por modelos mais eficientes e menos poluentes é um processo que pode levar décadas, o que explica o desfasamento entre as estatísticas de vendas e a realidade do parque automóvel. A associação alerta que os veículos mais antigos recorrem a tecnologias menos eficientes, com maiores níveis de emissões e menor segurança.


O relatório conclui que as metas legislativas, por si só, não serão suficientes para acelerar a descarbonização do transporte rodoviário. São necessárias políticas complementares, como incentivos fiscais, apoio à compra de veículos de zero emissões e, sobretudo, investimento robusto em infraestruturas de carregamento, para tornar o ecossistema mais atrativo e permitir a renovação efetiva do parque automóvel europeu.


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