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Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025


















Atualizado: há 13 horas

Um grave acidente ferroviário ocorrido ao início da noite deste sábado, em Adamuz, provocou pelo menos 39 mortos e dezenas de feridos, após o descarrilamento de um comboio da operadora privada Iryo, que acabou por invadir a via adjacente e colidir com outro comboio que circulava na rota Madrid–Huelva. Ambos os comboios descarrilaram.
Atualização: 08:00 de dia 19/01/2026
O balanço do trágico acidente ferroviário ocorrido em Adamuz, na província de Córdova, agravou-se drasticamente esta segunda-feira, confirmando-se agora pelo menos 39 vítimas mortais. O desastre, que envolveu dois comboios de alta velocidade no final da tarde de domingo, deixou ainda cerca de 150 feridos, dos quais 24 permanecem em estado grave e cinco em estado muito crítico, estando a maioria a receber cuidados no Hospital Reina Sofía.
A colisão aconteceu por volta das 19h45 (hora local), quando as carruagens traseiras de um comboio da operadora privada Iryo, que fazia a ligação Málaga–Madrid, descarrilaram e invadiram a via adjacente. No sentido oposto, um comboio Alvia da Renfe, que viajava de Madrid para Huelva a cerca de 200 km/h, embateu violentamente na composição descarrilada. O impacto foi de tal ordem que as primeiras carruagens da Renfe foram projetadas por um talude de vários metros, onde se concentrou o maior número de vítimas.
O governo espanhol, através do Ministro dos Transportes, Óscar Puente, descreveu o acidente como "extremamente estranho", sublinhando que o troço é uma reta recentemente renovada e equipada com sistemas de segurança modernos. As caixas negras de ambos os comboios já foram recuperadas para análise, enquanto o Primeiro-Ministro, Pedro Sánchez, cancelou a sua agenda oficial para acompanhar os trabalhos de resgate no local, classificando o momento como "uma noite de dor profunda para o país".
A circulação de alta velocidade entre Madrid e toda a região da Andaluzia (incluindo Sevilha, Málaga e Córdova) encontra-se totalmente suspensa durante este dia 19 de janeiro, sem previsão de reabertura face aos danos severos na infraestrutura. Foram instalados centros de apoio psicológico nas principais estações afetadas para prestar assistência às famílias dos cerca de 480 passageiros que seguiam a bordo das duas composições.
Segundo informações confirmadas pelas autoridades espanholas e pelos serviços de emergência, o comboio da Iryo transportava mais de 300 passageiros quando saiu dos carris por razões ainda por apurar. Após o descarrilamento, a composição acabou por ocupar a linha paralela, onde seguia o segundo comboio, provocando uma colisão de grande violência.
O balanço provisório aponta para pelo menos 39 vítimas mortais e cerca de uma centena de feridos, dos quais mais de duas dezenas em estado grave. Os feridos estão a ser assistidos no local e encaminhados para várias unidades hospitalares da província de Córdoba e de outros pontos da Andaluzia, dada a dimensão da ocorrência.
As operações de socorro mobilizaram um vasto dispositivo, incluindo bombeiros, equipas médicas, proteção civil e forças de segurança. Várias carruagens ficaram seriamente danificadas, obrigando ao resgate de passageiros presos no interior, num cenário descrito por testemunhas como de “pânico” e “grande confusão” imediatamente após o impacto.
Na sequência do acidente, o gestor da infraestrutura ferroviária espanhola, Adif, determinou a suspensão imediata da circulação ferroviária de alta velocidade entre Madrid e o sul de Espanha, com especial impacto nas ligações à Andaluzia. As autoridades alertam para perturbações significativas no tráfego ferroviário durante as próximas horas e possivelmente nos próximos dias.
As causas do descarrilamento inicial ainda não são conhecidas. Foi já aberta uma investigação para apurar responsabilidades, estando a ser analisados fatores como o estado da via, possíveis falhas técnicas e as condições de circulação no momento do acidente. O Governo espanhol acompanha a situação e deverá prestar novos esclarecimentos assim que existam conclusões preliminares.
As autoridades continuam a atualizar o balanço de vítimas, não sendo ainda possível excluir a possibilidade de o número de mortos e feridos vir a aumentar, à medida que prosseguem os trabalhos de socorro e identificação no local.
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