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Santana regressa ao Dakar para relançar a marca espanhola e testar no deserto seus novos produtos

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    Redação Europa
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

Santana regressa ao Dakar para relançar a marca espanhola e testar no deserto novas tecnologias

Poucas semanas após a reapresentação da marca em Linares, a histórica Santana escolheu o Rally Dakar 2026 como palco para o seu regresso ao universo automóvel, utilizando a competição como laboratório extremo para validar tecnologia, fiabilidade e imagem, numa estratégia clara de reposicionamento internacional.


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O arranque da aventura da Santana no Dakar 2026 marca mais do que a estreia do protótipo Santana Pick-Up T1+. Representa a primeira ação pública de uma marca que esteve anos afastada do mercado e que agora pretende reconstruir a sua identidade através da competição, cenário onde os construtores colocam à prova aquilo que pretendem vender amanhã.


À frente do Santana Racing Team estarão o aventureiro Jesús Calleja e o CEO da marca, Edu Blanco, dois nomes com passado no Dakar e que personificam a ligação entre o renascimento industrial e a dimensão emocional do projeto. A dupla competirá com um protótipo desenvolvido a partir da base técnica do Century CR7, com o apoio da sul-africana Century Racing, referência no rally-raid internacional.


O Santana Pick-Up T1+ apresenta um chassis multitubular de alta resistência, carroçaria em fibra de carbono e um motor V6 biturbo de 2,9 litros com 430 cv e 660 Nm de binário, associado a uma caixa sequencial SADEV de seis velocidades e a diferenciais Fortin. A base é comum a outros projetos de topo da categoria T1+, mas a marca espanhola tratou de imprimir uma identidade própria, nomeadamente na frente, inspirada no design do Santana 400, já comercializado em Espanha.


Santana regressa ao Dakar para relançar a marca espanhola e testar no deserto novas tecnologias
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Competição como laboratório industrial

Mais do que alinhar um carro de corrida, a Santana deslocou para a Arábia Saudita dois veículos de produção — Santana 400 D e Santana 400 PHEV — que irão acompanhar o rali como viaturas de assistência. Estas unidades transportarão pessoal, material e equipamento fotográfico ao longo de um percurso paralelo ao da prova, funcionando como banco de ensaio em condições reais de deserto, calor extremo, areia profunda e longas etapas.


A marca assume este programa como um verdadeiro “teste de vida” para os seus novos modelos, recolhendo dados sobre fiabilidade, consumo, comportamento térmico e resistência estrutural, elementos decisivos para o relançamento comercial da gama.


Uma dupla unida pela experiência

Jesús Calleja regressa ao Dakar pela sexta vez, depois de se ter estreado em 2011 e de ter alcançado a meta em 2020. Para o aventureiro espanhol, o rali continua a ser uma síntese de tudo aquilo que o move: superação, contacto com a natureza e a capacidade de enfrentar o inesperado.


Ao seu lado estará Edu Blanco, que soma 17 participações no Dakar como navegador e gestor de equipa. Para o atual CEO da Santana Motors, esta participação simboliza o verdadeiro renascimento da marca: “Santana não volta apenas como fabricante, mas também como estrutura de competição, com vocação internacional”, sublinhando que a escolha do Dakar não é simbólica, mas estratégica.


Santana regressa ao Dakar para relançar a marca espanhola e testar no deserto novas tecnologias

Um Dakar exigente para um regresso sem margem de erro

O Dakar 2026 parte de Yanbu, no Mar Vermelho, com um prólogo de 23 quilómetros a 3 de janeiro, seguido de quase 8.000 quilómetros de percurso total, 4.480 deles cronometrados, distribuídos por duas semanas. A edição inclui duas etapas maratona — sem assistência externa — e vários dias acima dos 400 quilómetros de especial, colocando a fiabilidade no centro das atenções.


O traçado, desenhado para equilibrar dificuldade, estratégia e desgaste mecânico, volta a percorrer regiões já conhecidas da Arábia Saudita, embora sem incursões no Empty Quarter, mantendo contudo elevados níveis de areia, pistas rápidas e zonas técnicas.


Para a Santana, cada quilómetro será um passo decisivo no processo de reconstrução da marca, que utiliza a prova mais dura do mundo como montra e laboratório para demonstrar que está pronta para voltar ao mercado com produtos credíveis.


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