
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















O nove vezes campeão do mundo de ralis volta à Arábia Saudita com a Dacia, consciente de que o Dakar não perdoa erros, mas convicto de que o projeto Sandrider reúne condições para lutar pelo triunfo.
O Sébastien Loeb encara o Rally Dakar 2026 com a serenidade de quem já venceu praticamente tudo no automobilismo — com uma exceção de peso. Aos 51 anos, o piloto francês regressa à Arábia Saudita determinado a tentar, uma vez mais, conquistar a prova mais exigente do todo-o-terreno, agora ao volante do Dacia Sandrider.
“Se estou aqui é para ganhar”, resume Loeb, numa abordagem que mistura ambição e realismo. Para o francês, o Dakar continua a ser uma equação complexa, onde velocidade pura raramente é suficiente.
“É uma corrida muito longa, muito exigente. Tens de ser rápido, consistente, evitar problemas e, mesmo assim, precisas de alguma sorte. Faz parte do jogo”, reconhece.
Grande parte das expectativas da Dacia para 2026 assenta na evolução do Sandrider, um projeto ainda jovem, mas que tem conhecido progressos rápidos. Loeb sublinha melhorias claras na fiabilidade, no comportamento em dunas e na leitura do terreno, fatores determinantes numa prova onde a fadiga mecânica e humana se acumula ao longo de duas semanas.

“Não há revoluções mágicas, mas muitos pequenos detalhes que fazem a diferença no Dakar”, explica.
Num contexto regulamentar cada vez mais apertado, a igualdade entre os protótipos da categoria Ultimate é elevada, o que penaliza qualquer erro.
“Hoje, todos os carros são competitivos. As diferenças são mínimas. Por isso, o carro tem de ser previsível, confortável durante horas e resistente. Nisso demos passos importantes”.
No Dakar, o desempenho não depende apenas do piloto. A dupla formada com Édouard Boulanger é vista como um dos trunfos do projeto. Loeb destaca a confiança e a precisão do seu navegador, fundamentais numa prova onde a navegação pode decidir classificações inteiras.
Boulanger reforça a importância da maturidade estratégica: saber quando atacar e quando preservar.
“Não podes atacar sempre”, admite Loeb. “Há dias em que aceitas perder um pouco para não abrir pista no dia seguinte ou para evitar riscos desnecessários. O Dakar ganha-se com inteligência”.

A edição de 2026 voltará a explorar a diversidade e dureza do território saudita, com dunas, zonas pedregosas e navegação traiçoeira. Para Loeb, a experiência não elimina o fator surpresa.
“O Dakar surpreende sempre. Um pequeno erro pode custar horas”.
Apesar disso, a motivação mantém-se elevada, alimentada também pela recente vitória no Rallye de Marrocos, alcançada com o Dacia.
“Não sinto pressão externa. A pressão coloco-a eu, porque sei que temos uma oportunidade”, afirma.
Depois de nove títulos mundiais no WRC, vitórias em rallycross, Nürburgring e Race of Champions, o Dakar continua a ser o desafio maior.
“Ganhar o Dakar significaria fechar um círculo muito especial”, admite.
Em 2026, Loeb não regressa para se despedir, mas para insistir. No deserto, como ele próprio recorda, desistir não é opção.
👉 “A Revista Publiracing acredita em jornalismo isento, relevante e de qualidade. Se também valoriza informação independente, considere apoiar o nosso trabalho.”
Saiba mais clicando aqui ou vá para o link de apoio abaixo































Comentários