
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















Marca entra pela primeira vez sob a designação Ford Racing na prova mais dura do todo-o-terreno, com oito Raptor T1+ em pista e ambição declarada de lutar pela vitória absoluta.
A Ford vai entrar no Rally Dakar 2026 com o maior dispositivo alguma vez montado pela marca na prova, marcando também a estreia oficial do projeto sob a insígnia Ford Racing. Entre 3 e 17 de janeiro, a construtora norte-americana colocará oito Raptor T1+ à partida — quatro oficiais e quatro privados — num sinal claro de que a fase de aprendizagem ficou para trás e que o foco passa agora a ser a luta pelos lugares cimeiros.
A operação será liderada pela mesma equipa de pilotos de 2025, mas com um conceito de programa substancialmente diferente. Segundo Mark Rushbrook, diretor global da Ford Racing, a nova estrutura não se limita a uma mudança de nome: trata-se de uma abordagem integrada que liga competição, engenharia, desenvolvimento de produto e experiência do cliente, fazendo com que o que é testado no deserto passe, de forma intencional, para os veículos de produção.
Para 2026, a Ford alinhará quatro Raptor T1+ de fábrica e outros quatro a cargo de equipas privadas, todas a competir sobre a mesma base técnica. Esta opção tem um objetivo estratégico: criar um verdadeiro “ecossistema Raptor”, onde tecnologia, dados e experiência são partilhados entre a estrutura oficial e os clientes, acelerando a evolução do projeto.
Esta profundidade de meios permite validar soluções em condições extremas, reforçando a credibilidade da plataforma e ampliando o volume de informação recolhida em corrida — um fator crítico numa prova em que a fiabilidade e a resistência contam tanto como a velocidade pura.

O Raptor T1+ apresentado para o Dakar 2026 é descrito como a expressão mais completa da aprendizagem acumulada pela Ford nos últimos anos no todo-o-terreno. O modelo é agora mais leve, mais eficiente do ponto de vista aerodinâmico e oferece ganhos claros ao nível da visibilidade, controlo e acessibilidade ao cockpit.
As melhorias estendem-se também à suspensão e à durabilidade global do conjunto, resultado direto da análise etapa a etapa e da experiência real em prova, e não apenas de simulações. Parcerias técnicas com entidades como a M-Sport, FOX, Method Race Wheels e Optima Batteries continuam a ser pilares centrais deste desenvolvimento.
Rushbrook reconhece que as primeiras participações da Ford no Dakar tiveram como missão compreender a lógica da corrida, os terrenos e as exigências operacionais. Essa fase está agora encerrada. Com oito carros em prova, maior escala e um nível de maturidade superior, a ambição muda de patamar.

O objetivo para 2026 deixa de ser validar o projeto: passa a ser lutar pela vitória absoluta, num contexto em que a marca pretende provar que a filosofia “race-to-road” aplicada com sucesso ao universo Mustang pode ser replicada no segmento todo-o-terreno com o Raptor.
Para a Ford, o Dakar continua a ser o laboratório mais exigente da engenharia de performance. E é precisamente nesse cenário extremo que a nova identidade Ford Racing quer afirmar-se como um verdadeiro negócio global de alto desempenho, com reflexos diretos nos modelos que chegam ao cliente final.
👉 “A Revista Publiracing acredita em jornalismo isento, relevante e de qualidade. Se também valoriza informação independente, considere apoiar o nosso trabalho.”
Saiba mais clicando aqui ou vá para o link de apoio abaixo































Comentários