Mercado de veículos electrificados arranca 2026 em forte alta e cresce mais de 50% em Portugal
Redação Europa
há 11 horas
2 min de leitura
O mercado automóvel electrificado iniciou 2026 com um crescimento expressivo de 51,1% face ao mesmo período do ano passado, totalizando 13.292 unidades matriculadas. O avanço foi transversal a praticamente todos os segmentos, com destaque para os ligeiros de passageiros e para a evolução exponencial dos pesados eléctricos, num sinal claro da aceleração da transição energética no sector automóvel português.
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O primeiro mês do ano confirmou a tendência de electrificação do parque automóvel nacional. Em Janeiro de 2026 foram matriculados 12.674 ligeiros de passageiros electrificados, uma subida de 48,8% em termos homólogos. Dentro deste universo, os veículos totalmente eléctricos (BEV) cresceram 33,0%, atingindo 4.341 unidades, enquanto os híbridos plug-in registaram um aumento de 24,2%. Ainda assim, o maior salto ocorreu nos híbridos convencionais (HEV), que dispararam 78,9%, evidenciando a preferência de muitos consumidores por soluções intermédias na transição para a mobilidade eléctrica.
Também o segmento profissional apresentou um desempenho robusto. Os ligeiros de mercadorias electrificados somaram 456 unidades, mais 68,3% do que no mesmo mês de 2025, com os eléctricos puros a crescerem 58,5%. Contudo, foi no mercado dos pesados que se observou a evolução mais expressiva: 162 veículos electrificados matriculados, um aumento de 1.250%, ainda que explicado por uma base comparativa reduzida. Este movimento sugere uma mudança gradual nas frotas empresariais, pressionadas por metas ambientais e custos operacionais.
No conjunto, os números indicam que a electrificação deixou de ser um nicho para ganhar dimensão estrutural no mercado português. A diversidade tecnológica — entre eléctricos, plug-in e híbridos — demonstra que a transição energética continua a fazer-se a vários ritmos, dependendo das necessidades dos utilizadores e da maturidade das infraestruturas.
Ainda assim, o arranque de 2026 reforça a ideia de que a mobilidade de baixas emissões está a consolidar-se como um dos principais motores de transformação da indústria automóvel.
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