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Stellantis acelera no final de 2025 com 1,5 milhões de veículos faturados — Américas disparam e Europa trava crescimento

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    Redação Europa
  • há 12 horas
  • 3 min de leitura


A Stellantis estima ter faturado cerca de 1,5 milhões de veículos no quarto trimestre de 2025, um aumento de 9% face ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado sobretudo pela forte recuperação na América do Norte e por desempenhos positivos em várias regiões globais, particularmente o Brasil, embora a Europa alargada tenha registado uma contração pressionada pela concorrência e pela quebra no mercado de comerciais ligeiros.


Crescimento global sustentado pela dinâmica fora da Europa

Segundo o Grupo, a evolução positiva resulta principalmente do desempenho na América do Norte e do crescimento anual observado na América do Sul, Médio Oriente, África e ainda na região Ásia-Pacífico. Este avanço foi parcialmente anulado pelo recuo europeu, num contexto de maior pressão competitiva e abrandamento em segmentos-chave.


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América do Norte lidera com subida de 43%

A região norte-americana destacou-se como o principal motor de crescimento, com um aumento de aproximadamente 127 mil unidades face ao quarto trimestre de 2024 — o equivalente a uma subida de 43%.


Este desempenho reflete, em grande medida, a normalização dos níveis de stock após a estratégia de redução adotada no ano anterior, bem como um forte aumento da atividade comercial. As encomendas cresceram perto de 150% em termos homólogos, impulsionadas por novas propostas de produto e pela renovação das gamas.


Modelos como o Jeep Grand Cherokee de nova geração e o Ram 1500 HEMI V8 representaram mais de 30% do crescimento anual da região, embora este impulso tenha sido parcialmente resultado de uma quebra nas versões híbridas plug-in.


Europa perde terreno apesar da ofensiva de novos modelos

Na Europa alargada, as faturações caíram cerca de 26 mil unidades, o que corresponde a uma descida de 4% em termos homólogos. Tanto os veículos de passageiros como os comerciais ligeiros registaram retração.


O termo “faturações” refere-se ao volume de veículos entregues a concessionários, distribuidores ou diretamente a clientes finais, sendo um indicador determinante para o reconhecimento de receitas da empresa.


Ainda assim, os quatro modelos assentes na plataforma Smart Car — Citroën C3, Citroën C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Grande Panda — somaram mais 61 mil unidades, um salto de 127%, beneficiando do aumento de produção e da expansão progressiva da oferta a motorizações elétricas, híbridas ligeiras e térmicas.


Contudo, este reforço não chegou para compensar a queda global de 21 mil unidades nos automóveis de passageiros, muito influenciada pelo desempenho da Peugeot. A marca registou menos cerca de 30 mil veículos faturados, penalizada pelo abrandamento dos volumes dos Peugeot 208 e Peugeot 308 antes da recente atualização deste último.


Já os comerciais ligeiros recuaram cerca de 5 mil unidades (-3%), num mercado que, no mesmo período, encolheu aproximadamente 7%.


América do Sul mantém liderança; Ásia acelera

Nas restantes regiões, a Stellantis registou um crescimento líquido de 24 mil unidades, equivalente a uma subida de 6%.


A América do Sul voltou a afirmar-se como um dos pilares estratégicos da empresa, com um aumento de 7% e manutenção da liderança regional, apoiada sobretudo pela forte procura no Brasil.


O Médio Oriente e África cresceram 2%, impulsionados pelo desempenho na Turquia, pela expansão da produção local na Argélia e pela continuidade da trajetória positiva em Marrocos.


Já a China, Índia e Ásia-Pacífico apresentaram uma das evoluções mais expressivas, com um avanço de 20% nas faturações.


Indicador reforça sinais de recuperação operacional

Embora os números apresentados sejam preliminares e não auditados, o desempenho do último trimestre sugere uma recuperação operacional relevante para a Stellantis, num período marcado por ajustes estratégicos e maior seletividade comercial.


O contraste entre regiões evidencia, contudo, um cenário automóvel cada vez mais assimétrico: enquanto mercados como a América do Norte e do Sul mostram dinamismo, a Europa enfrenta um ambiente mais desafiante, pressionado pela concorrência, pela transição energética e pela volatilidade da procura.


Para a Stellantis, o equilíbrio entre geografias e a renovação do portefólio deverão continuar a ser fatores críticos para sustentar o crescimento ao longo de 2026.


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