
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 3 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



















A equipa japonesa arranca a 10.ª temporada no Mundial de Ralis com o Rallye Monte-Carlo, estreia de uma nova decoração do GR Yaris Rally1, evolução técnica focada em aerodinâmica e suspensão e um alinhamento de pilotos que mistura experiência, títulos e aposta no futuro.
A temporada 2026 do Campeonato do Mundo de Ralis começa entre os dias 22 e 25 de janeiro, com o sempre imprevisível Rallye Monte-Carlo, palco escolhido pela Toyota Gazoo Racing World Rally Team para lançar oficialmente a sua campanha histórica. Após um 2025 de recordes, a formação liderada por Jari-Matti Latvala entra no novo ano com o objetivo claro de defender os títulos de construtores, pilotos e navegadores, mas sem acomodação: o GR Yaris Rally1 surge com uma nova decoração em vermelho, branco e preto e com evoluções técnicas decisivas para a última época do atual regulamento Rally1.
Aproveitando os últimos “homologation jokers” permitidos pelo regulamento, a Toyota concentrou o desenvolvimento do GR Yaris Rally1 sobretudo na aerodinâmica e na suspensão. A principal novidade é uma nova asa traseira, já montada nos três carros pontuáveis para os construtores no Monte-Carlo, complementada por novos componentes de suspensão que alargam as possibilidades de afinação num rali conhecido pela alternância extrema entre asfalto seco, molhado, gelo e neve.
Jari-Matti Latvala sublinha a complexidade do desafio inicial da época.
“O Monte-Carlo é o rali mais difícil e stressante da temporada, mas também o mais gratificante se conseguirmos chegar ao pódio no Mónaco. Sabemos que o nosso GR Yaris Rally1 será forte com as melhorias introduzidas, mas os nossos rivais também trabalharam intensamente”, afirmou o diretor da equipa.
O alinhamento da Toyota para 2026 reúne cinco equipas no Rally1. Sébastien Ogier, campeão do mundo pela nona vez em 2025 e o piloto mais vitorioso da história do Monte-Carlo, regressa motivado, agora navegado por Vincent Landais.“O foco já está totalmente na nova temporada. O Monte-Carlo é o rali que mais significa para mim e nunca se torna mais fácil. O objetivo volta a ser ganhar, mesmo sabendo o quão exigente é”, afirmou o francês.
Elfyn Evans e Scott Martin iniciam o sétimo ano consecutivo com a equipa oficial. Vice-campeões em 2025, Evans destaca o carácter imprevisível da prova inaugural:
“Nunca sabemos que condições vamos encontrar no Monte-Carlo. É um enorme desafio e tudo passa pela capacidade de adaptação ao longo do rali”.
A grande novidade da época é a integração de Oliver Solberg e do navegador Elliott Edmondson, após o domínio no WRC2 em 2025 e uma vitória imediata na estreia com o Rally1 na Estónia. Solberg será um dos pilotos nomeados para pontuar para o construtor.
“Não tenho expectativas rígidas em termos de resultados. Quero apenas fazer bem o meu trabalho e evoluir. No asfalto, a diferença entre Rally2 e Rally1 sente-se muito mais, mas os testes deixaram-me confiante”, explicou.
Takamoto Katsuta, com Aaron Johnston, continua a sua progressão após um sexto lugar como melhor resultado no Monte-Carlo, assumindo como meta principal transformar velocidade em resultados consistentes. Já Sami Pajari inicia o segundo ano no Rally1 sob a bandeira TGR-WRT2, focado em consolidar a aprendizagem e dar um passo competitivo face à época de estreia.
O compromisso da Toyota com a formação mantém-se também no WRC Challenge Program, onde Yuki Yamamoto cumprirá uma temporada completa ao volante do GR Yaris Rally2, integrando um total de sete viaturas da marca inscritas no Monte-Carlo.
Com partida e chegada no porto do Mónaco, o Rallye Monte-Carlo de 2026 inclui, pela primeira vez desde 2008, uma super-especial no traçado urbano do circuito do Principado.
O percurso combina especiais noturnas, troços de montanha e o icónico Col de Turini como Power Stage final, num rali onde a escolha de pneus — com ou sem pregos — pode definir vencedores e derrotados.
É neste cenário histórico e tecnicamente exigente que a Toyota inicia uma época decisiva, procurando transformar a herança de um ano dominante em continuidade competitiva, num campeonato que promete começar, desde logo, sob máxima pressão.
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