
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



















Vendas sobem 1,1% em janeiro, mas dependência das frotas de rent-a-car e ausência de incentivos levantam dúvidas sobre o ritmo dos próximos meses.
O mercado de turismos em Espanha iniciou 2026 com um crescimento ligeiro, totalizando 73.103 matrículas em janeiro, o que representa uma subida de 1,1% face ao mesmo período do ano anterior. Apesar do avanço aparentemente modesto, o resultado ganha outra dimensão quando ajustado ao efeito extraordinário registado em janeiro de 2025 — impulsionado por apoios após a DANA —, cenário que, segundo o setor, colocaria o crescimento real próximo dos 7%.
Um dos sinais mais claros da transformação estrutural do mercado é o forte desempenho dos veículos eletrificados. As vendas de modelos BEV e híbridos plug-in dispararam 48,3%, alcançando 15.212 unidades e uma quota de 20,8%, mais seis pontos percentuais do que há um ano.
A análise por canais revela um arranque desigual. O crescimento foi sustentado quase exclusivamente pelas compras das empresas de aluguer, que aumentaram 63,5%, com 10.016 unidades, desempenhando um papel decisivo no fecho positivo do mês. Em sentido contrário, as vendas a particulares caíram 6,4% (35.775 unidades) e o canal empresarial recuou 42,4%, para 27.312 veículos — um sinal de prudência por parte dos compradores profissionais.
Para os representantes do setor, a leitura dos números exige cautela. Félix García, da ANFAC, sublinha que o mercado mantém dinamismo, mas alerta para a inexistência de incentivos aos veículos eletrificados e para a necessidade de dar previsibilidade aos consumidores. Já a Faconauto considera que o crescimento é parcialmente um “efeito ótico”, resultado de operações fechadas em dezembro e matriculadas apenas agora.
Nos restantes segmentos, os veículos comerciais ligeiros registaram 13.185 matrículas, uma subida de 4,7%, com destaque para o aumento nas empresas e no rent-a-car, enquanto os autónomos apresentaram uma ligeira retração.
Já o mercado de pesados, autocarros e micro-autocarros cresceu 3%, para 3.028 unidades, impulsionado sobretudo pelos veículos pesados (+6,3%). Em contraciclo, o segmento dos autocarros e similares caiu 19,6%, evidenciando uma procura mais irregular.
As associações do setor convergem numa mensagem: o mercado precisa de estabilidade regulatória. O atraso na ativação do plano de apoio à compra de veículos eletrificados e o fim da dedução fiscal para elétricos estão a travar decisões de compra e a limitar a formação de novas encomendas.
Ainda assim, a tendência parece clara. Com o diesel já abaixo dos 5% de quota e os eletrificados em rápida ascensão, a transição energética continua a ganhar terreno. O arranque de 2026 mostra um mercado resiliente, mas também dependente de estímulos para manter o crescimento — num contexto em que a confiança do consumidor poderá ser o fator decisivo para os próximos meses.
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