
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



















Com 20.042 veículos matriculados em janeiro, o mercado automóvel português cresceu 17,8% face ao mesmo mês de 2025. Nos ligeiros de passageiros, a Peugeot assumiu a liderança com folga e foi também a marca que mais somou em volume, num mês marcado por subidas expressivas de várias insígnias eletrificadas e por quedas relevantes em marcas tradicionais como Dacia e Nissan.
Janeiro abriu o ano com sinal positivo para o setor. De acordo com os dados da ACAP, o total do mercado (ligeiros e pesados) atingiu 20.042 unidades, mais 17,8% do que em janeiro de 2025. O crescimento foi puxado sobretudo pelos ligeiros (19.027; +14,8%) e por uma recuperação muito expressiva dos pesados (1.015; +132,8%), ainda que este último universo tenha base comparativa reduzida. Nos ligeiros de passageiros, o segmento que dita o ritmo do mercado, foram matriculadas 16.839 unidades (+16,1%), enquanto os ligeiros de mercadorias somaram 2.188 (+5,6%).
Entre as marcas, a Peugeot foi o principal destaque do mês: 2.622 matrículas, garantindo 15,6% de quota e um salto de +84,6% face a janeiro de 2025 (mais 1.202 unidades). Atrás surgem as premium alemãs, com a Mercedes-Benz em segundo (1.394) e a BMW em terceiro (1.306), ambas com crescimentos sólidos (+30,9% e +25,1%, respetivamente). A Toyota fecha o top 4 (1.036), mas com sinal negativo (-13,1%), num mês em que a liderança do ranking voltou a mostrar rotação.
No “top 10” de janeiro, além da Peugeot e das duas alemãs premium, aparecem Citroën (849; +84,2%), Dacia (832; -36,5%), Renault (814; -13,1%), Opel (734; +31,8%), Volkswagen (678; +18,5%) e MG (672; +190,9%). O desenho é claro: crescimento forte em várias marcas com ofensiva recente (e, em alguns casos, fortemente eletrificada), ao mesmo tempo que algumas referências perdem tração no arranque do ano.
O ganho mais “ruidoso” em termos percentuais, com dimensão já relevante, foi o da MG: 672 unidades, quase triplicando o volume de há um ano (+190,9%, mais 441). A Citroën também teve um mês muito forte (+84,2%, mais 388), reforçando presença no grupo da frente. Entre as subidas com impacto, destaque ainda para a Volvo (539; +54,0%) e para a Jeep (251; +80,6%). E no bloco das marcas com base já elevada, Opel e Volkswagen também avançaram em ritmo superior ao mercado.
Do lado oposto, a Dacia foi a quebra mais pesada em volume: caiu 479 unidades face a janeiro de 2025, para 832 matrículas (-36,5%). A Nissan recuou para 560 (-26,5%, menos 202), e a Toyota baixou para 1.036 (-13,1%, menos 156). Também a Renault ficou abaixo do ano anterior (814; -13,1%), num quadro em que várias marcas “generalistas” enfrentam um início de ano mais repartido e com maior pressão competitiva — tanto de rivais europeus em renovação, como de insígnias com portefólios eletrificados e posicionamento agressivo.
O retrato de janeiro sugere um mercado mais fragmentado, com mudanças rápidas no topo e ganhos relevantes fora do “núcleo habitual” — sem que isso invalide o peso das marcas tradicionais, que continuam a ocupar grande parte da tabela. Com o mercado total em crescimento e os ligeiros de passageiros a acelerarem acima da média, a leitura do primeiro mês do ano aponta para 2026 como um período de disputa intensa por quota, com a dinâmica comercial e a disponibilidade de produto a terem impacto direto nas posições do ranking.
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