
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
1 de out.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
15 de set.













Com a produção concluída e a última unidade agora entregue a um colecionador histórico da marca, o Bugatti Bolide encerra um capítulo que redefiniu os limites do desempenho em pista. O hypercar — limitado a 40 exemplares — deixa como legado um projeto que evoluiu do conceito “What If?” para um marco técnico e artesanal produzido em Molsheim.
O Bolide conclui oficialmente o seu ciclo. Após quatro anos de desenvolvimento intenso, desde o desenho inicial em agosto de 2021 até aos testes de validação em Le Mans e sessões técnicas contínuas até 2024, o modelo deixa de ser apenas o exercício teórico que impressionou o mundo aquando da sua apresentação, tornando-se peça definitiva na história moderna da marca.
Pensado desde o início para unir dois mundos — a acessibilidade para o gentleman driver e o rigor exigido por pilotos profissionais — o projeto exigiu à Bugatti um desafio incomum: construir um automóvel de pista com o mesmo nível de acabamento, durabilidade e execução estética de um modelo destinado a coleção. O objetivo, repetido internamente pelos responsáveis do projeto, era claro: um Bugatti não pode ser apenas rápido — tem de ser eterno.
Entre 2021 e 2023, o trabalho da equipa centrou-se na transição do conceito para um veículo funcional. O design final fechou-se em 2022, com a engenharia concluída no início de 2023. Os primeiros protótipos foram conduzidos em ambiente real, abrindo caminho a centenas de horas de testes, afinações de chassis, aerodinâmica e componentes estruturais.
Le Mans 2023 foi o primeiro momento de viragem. Na celebração dos 100 anos do circuito, o Bolide — com uma decoração que homenageava os Bugatti vencedores da década de 1930 — superou os objetivos iniciais, atingindo 350 km/h em reta com Andy Wallace ao volante. Depois desse marco, o desenvolvimento continuou no verão de 2023, prolongando-se até 2024 com programas diários de pista, reuniões técnicas noturnas e ajustes contínuos.



A marca sublinha que a excelência esperada pelos proprietários não se resume a números. O Bolide teve de corresponder ao padrão de Molsheim em construção, materiais e detalhe — um desafio raramente aplicado a automóveis concebidos apenas para pista. Cada componente foi desenvolvido não apenas para rendimento extremo, mas para resistir ao tempo como peça de coleção.
Essa ambição reflete-se especialmente na última unidade produzida: encomenda de um colecionador ligado há anos à marca, configurada em homenagem direta ao seu Bugatti Type 35. O exemplar final apresenta combinação exclusiva de tons Black Blue, Special Blue Lyonnais e interior em Alcantara Lake Blue, com costuras Light Blue Sport e bandeira francesa aplicada nas laterais.
O trio fica completo — o proprietário já detinha o último Veyron Grand Sport produzido na mesma paleta cromática. Agora, Bolide, Veyron e Type 35 fecham um ciclo raro que atravessa quase um século da história desportiva da marca.

Limitado a 40 exemplares, o Bugatti Bolide torna-se objeto de culto pela engenharia radical guiada pela herança: o culminar do W16 em ambiente de pista e uma síntese entre tradição e futuro. Mais do que um automóvel, representa o limite tangível de uma visão — agora transformada em legado.
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