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17 de jan.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



















Com 81 equipas inscritas, as categorias Challenger e SSV reafirmam-se em 2025 como o grande laboratório de talentos do Dakar, acolhendo desde campeões experientes a estreantes ambiciosos, todos em busca de um lugar num dos palcos mais exigentes do desporto motorizado mundial.
A diversidade de caminhos possíveis para competir no Dakar volta a ficar evidente com a consolidação das categorias Challenger e SSV, hoje vistas como portas de entrada privilegiadas para pilotos que procuram tanto aventura quanto progressão desportiva. A evolução recente confirma isso: cinco dos onze primeiros classificados do FIA 2025 — Mattias Ekström, Mitch Guthrie, João Ferreira, Seth Quintero e Rokas Baciuška — começaram precisamente nestas categorias mais leves, demonstrando o seu potencial como rampa de lançamento para o topo do rali mais duro do mundo.
Em 2025, a Challenger reúne 38 duplas, lideradas pelo par argentino que dominou a temporada: Nicolás Cavigliasso e Valentina Pertegarini. Campeões do Dakar e vencedores do W2RC, chegam à Arábia Saudita com estatuto de favoritos, mas sem margem para excesso de confiança. A consistência que exibiram ao longo do ano não os livra da pressão de adversários que já provaram ser capazes de os bater. Entre eles estão Dania Akeel, vencedora sobre o par argentino no Abu Dhabi Desert Challenge, os compatriotas David Zille e Sebastian Cesana, vencedores no Safari Rally, e o jovem Pau Navarro, que se impôs no Rali de Marrocos.
A categoria também acolhe nomes que prometem acrescentar imprevisibilidade à competição. Entre os mais observados estão dois múltiplos campeões de quad:
Alexandre Giroud (títulos em 2022 e 2023),
Ignacio Casale (campeão em 2014, 2018 e 2020).
Ambos continuam a adaptar-se aos veículos Challenger, mas chegam com experiência e agressividade competitiva suficientes para virar resultados.
Outro destaque é a presença do bicampeão de motos Kevin Benavides, cuja mudança de categoria será acompanhada com especial atenção, bem como o regresso de Bruno Saby, vencedor do Dakar em 1993 e de volta após quase duas décadas de ausência (última participação em 2007).

A categoria SSV, com 43 inscritos, apresenta uma lista igualmente densa de potenciais vencedores. O norte-americano Brock Heger, que venceu o Dakar logo na estreia e regressa com o apoio reforçado da Loeb Fraymedia Motorsport, já não é um desconhecido. Com a experiência acumulada e uma estrutura mais sólida, enfrentará adversários motivados e experientes.
Entre os principais rivais surge o chileno Francisco “Chaleco” López, considerado por muitos o maior especialista em SSV. Depois de falhar o título em 2024 devido a problemas mecânicos nas primeiras etapas — apesar de cinco vitórias diárias e um 2.º lugar final —, López volta determinado a recuperar o domínio na categoria, onde já foi campeão em 2019 e 2021, e também na Challenger, em 2022.
O português Alexandre Pinto, terceiro classificado no Dakar passado e vencedor do campeonato W2RC 2025, volta a integrar o grupo de candidatos ao pódio. A forte presença lusa reforça-se ainda com Gonçalo Guerreiro, que assinou uma temporada de destaque na Challenger e agora integra a equipa de Heger, e que poderá surpreender no seu regresso ao SSV.

A lista de nomes relevantes inclui ainda estreantes de peso, como o sueco Johan Kristoffersson, oito vezes campeão mundial de rallycross, e pilotos provenientes de outras disciplinas, entre eles os argentinos Manuel Andújar e Jeremías González Ferioli (ambos ex-quad), o bicampeão do Dakar Classic Carlos Santaolalla e o ex-oficial KTM David Casteu, que participa pelo 15.º ano. A mistura de perfis reforça a imprevisibilidade da categoria.
Apesar da competitividade crescente, tanto Challenger como SSV continuam a oferecer aquilo que mais atrai novos participantes: veículos leves, acessíveis e capazes de proporcionar aventura, aprendizagem e projeção desportiva. Para alguns, estas categorias são um patamar intermédio; para outros, um destino em si mesmo. Mas para todos, representam a porta de entrada para o universo Dakar, onde cada quilómetro pode redefinir carreiras.
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